terça-feira, 24 de março de 2015

Oração à Candiota



Pai, Patrão Celestial, olhai por todos nós candiotenses
Olhai Pai, a força da nossa gente
Olhai as crianças que aqui crescem com harmonia
Protegei os jovens que batalham por educação
Os idosos que se acomodaram com felicidade nesse chão

Olhai os trabalhadores que aqui desembarcam todos os dias
Abençoa Pai, cada candiotense por opção ou por coração
Leva aos lares e as famílias a energia do nosso carvão
Fomenta o amor, a paz e a gratidão

Pai, Patrão Maior de nossos gaúchos e gaúchas
Faz com que dancemos a música da paz
Que a alegria do nosso povo tão arraigado à tradição
seja uma constaste e que não haja espaço para a solidão

Mestre, suscitai no âmago de cada candiotense, gaúcho, brasileiro
a luta, a caridade e o perdão
Que as preocupações com pormenores sejam substituídas por compreensão
Que assim como das minas é extraído o carvão
Seja extraído de todos a união para lutarmos por nossa cidade
que conquistou a emancipação

Que tenhamos aqui ó Pai, o fundamental para viver
Que nossos jovens acreditem na terra
que o Ouro Negro fez nascer
Que tenhamos oportunidade,
sustento e valorização de cada talento
Que nossos anjos não busquem voar para longe
E que encontrem possibilidades aqui dentro

Inspirai ó general Celestial os nossos governantes
Para que os mandatos sejam geridos com garra, comprometimento
E principalmente com honestidade e convicção

Senhor Jesus, Jesus de todas as religiões
Olhai cada lar dos candiotenses e de quem vem de outras regiões
Que a geração seja de energia e também de solidariedade
Que os abraços sejam de afeto, tenhamos boa vizinhança e amizade

Deus, obrigada pelas riquezas do nosso município
Pelas riquezas de nossa gente
Pelo nosso jeito simples que vivemos nesta cidade tão diferente
Obrigada pela segurança de viver
Pela perspectiva de construir
e por aqui todos nós com fé e saúde existir

Carvão, vinho e oliveiras para o nosso sustento
Fé, amor e oração para o nosso desenvolvimento
Abençoai Pai Candiota, a terra que escolhemos
e que tanto amamos.


Disponível em vídeo no endereço:







terça-feira, 17 de março de 2015

Não costumo compartilhar texto que não os de minha autoria, entretanto, este do amigo Gabriel Bonilha é de extrema relevância. 


DEJAVÚ DO HOMEM VELHO - O EMERGIR DO OCULTO


Já não se sabe o que é notícia. O povo comum escreve, publica, compartilha, divulga, cria, inventa e dissemina na rede os vírus mortais da fofoca, intriga, mentira, escândalos, entre outros venenos da hipocrisia. Não seria tão perigoso viver na liberdade da era da tecnologia? O homem caminha para o regresso, pois não sabe mais utilizar os benefícios ao desenvolvimento e aprimoramento do próprio bem estar. Confunde o viver bem com o viver no luxo, edificado por meios sórdidos realiza seus desejos materiais. Acredita ilusoriamente viver para ter. Despreocupa-se com o hoje e vive pelo futuro. Mesquinho, é capaz de articular ações contra os seus, molestando caminhos que levaram anos para serem soldados. O Brasil, coração do mundo, não é o mesmo de ontem, e projeta-se para ser diferente do hoje. No entanto, é preciso reflexão interior, ouvidos apurados para tudo que nos cercar, porém é mais necessário ainda termos o crivo de tudo que se passa. Protestar, indignar-se, revoltar-se, é direito do homem, contudo, a questão requer ponderação e posicionamento sempre, não apenas no alvorecer de um dia. Lideranças rumam as portas do porão, não conseguem enxergar além de seus interesses e dos partidos pertencentes. Negociam nossos direitos como uma mercadoria valorizada por um comércio esdrúxulo e violento, onde o que vale mais é o prestígio de um nome que será apagado na tumba, mas nunca borrado nas páginas desta história de vida. Compram saberes, impactam nossa vida, desestruturam nosso futuro e preocupam-se com os paraísos fiscais. O simples agora é o difícil, os valores estão inversos e direcionados para a autopromoção, negando a existência da verdade e ocultando de si próprio os juízos de ética e moral. Estão afundando no manancial de ódio, corrupção, desamor, cobiça vingança, e todos os adjetivos possíveis do negativo. Pobres homens que desconhecem seus destinos enveredam por caminhos torpes e ilusórios, constroem suas lápides no suor do seu povo, esquecendo-se que na vida nem tudo vale a pena, porque o que importa é a paz do espírito e os laços que amarram os desejos do bem em construir uma sociedade melhor, sem dor e sofrimento. Então, não adianta viver no mal, porque as mudanças para a execução dos planos maiores irá acontecer e aqueles que permeiam fatos que comprometam esta transição, serão expurgados deste recôncavo, que hoje ainda é de sombras e tempestades ocorridas pelas erupções do homem velho.