segunda-feira, 25 de março de 2013

Encontro de veículos atrai toda a região para aniversário de Candiota


Evento lotou a praça com quase quatro mil pessoas no domingo, 24 de março

                Um público surpreendente de quase quatro mil pessoas – segundo a Brigada Militar do município – lotou a Praça Dario Lassance durante todo o dia de domingo, 24, quando Candiota comemorou 21 anos de emancipação. O 2º Encontro de Motos e Carros Baixos, Preparados e com Som e Exposição de Veículos Antigos integrou as comemorações e foi organizado pela Spencer Sports, sendo uma realização da Prefeitura de Candiota.

                O evento com fins beneficente angariou junto às inscrições mais de 40 quilos de alimentos que serão repassados a Assistência Social do município. Foram mais de 300 carros inscritos das cidades de Candiota, Bagé, Aceguá, Hulha Negra, Pinheiro Machado, Piratini, Pelotas, Rio Grande, Dom Pedrito, Caçapava do Sul, Canguçu, Camaquã, Santana do Livramento e Alegrete. Participaram clubes como o Antigomobilismo, Clássicos Bagé, Baixos Bagé, Carros Baixos Candiota, Baixos MDS, Baixos Piratini, Arrancada Pelotas, Crazy Sound, e Carangas Dom Pedrito.

                Durante todo o dia de sol, os carros e público desfilaram pela praça, consolidando ainda mais eventos do gênero. Conforme o proprietário da Spencer Sports, Alex Spencer são oportunidades de movimentar a cidade em termos turísticos e econômicos, já que restaurantes, lancherias, trailers, mercados e postos de combustíveis tiveram vendas garantidas. “Os eventos da Spencer Sports estão cada vez mais, reconhecidos em toda a região, só temos a agradecer a todos que prestigiaram e nos orgulhar que eventos como este tiveram como marco o encontro realizado aqui em 24 de março do ano passado”, observa Spencer, enfatizando o apoio indispensável da Prefeitura de Candiota, através do prefeito Luiz Carlos Folador e secretário de Cultura, Gil Deison Pereira.   

                Também esteve presente no evento a Tterrasul Bagé com a exposição do novo Fusca Turbo, entre outros carros para teste drive. Apoiaram o evento Impackto Alto Falantes, MDS Suspensões, Troca de Óleo Delevati, Start Envelopamento e Suspensão e ASM Motos.

 

sábado, 23 de março de 2013

Candiota 21 anos – Parte VI - (ex) Candiotenses pelo mundo







       Se por um lado há candiotenses que aqui residem e encontram inúmeras razões para falar mal da cidade a chamam de fim de mundo e desdenham do local onde vive, por outro, há os que aqui residiram e daqui sentem saudades. Há quem tenha de Candiota uma lembrança carinhosa e pela cidade e muitos moradores guarda afeto. 
     Entre estas pessoas que um dia aqui residiram e, hoje estão ganhando o mundo com suas carreiras e talento, quatro mulheres se destacam, cada qual de sua forma e nessa véspera de aniversário do município, compartilham conosco um pouco de suas experiências e saudades, parabenizando ainda a terra que nunca foi por elas esquecida, pois foi em Candiota que tiveram a formação inicial, a família, os amigos e valores de personalidade. 
         A cirurgiã-dentista e professora universitária Cecilia Luiz Pereira Stabile, 31 anos, hoje mora em Londrina/PR, mas foi no Jerônimo Mércio da Silveira que começou os estudos. Durante um ano, morou em Pittsburgh, PA/ nos Estados Unidos quando se qualificou na sua área e conta que foi uma experiência fantástica em nível profissional e pessoal. “Acho que todos deveríamos morar fora do país por um tempo, pois muda nossa forma de ver o mundo, nós mesmos e nosso país”, acentua ela, que hoje tem uma vida bem movimentada em função do trabalho, mas que recorda da vida tranquila de Candiota, dos amigos, da infância e família. “A vida em Candiota era muito segura, não havia medo de bandidos, assaltos etc. Eu, meu irmão Léo e nossos amigos passavam o dia brincando na rua. Foi um tempo muito bom”, recorda ao citar o irmão que atualmente tem clínica odontológica na cidade.
Para a cidade, ela deixa a seguinte mensagem de aniversário: “Parabéns, Candiota é uma cidade muito especial, diferente de todas as outras. Que nos próximos anos possa superar as dificuldades, crescer e continuar sendo um lugar para o qual gostamos de voltar”.
Professora de inglês, Nathalia Machado Dworakowski, 27 anos, que reside em Pelotas e há poucos anos deixou Candiota, também se aventurou pelos Estados Unidos. Morou em Phoenix quando realizou intercâmbio, morando em casa de família e estudando durante um ano. “A experiência foi maravilhosa, pois, poder conhecer e viver a cultura de outro país não tem preço”, avalia a professora que sente muito saudade do tradicionalismo candiotense. “Sinto mais saudade é da época em que frequentava os CTGs. A tradição gaúcha na minha época era muito forte lá, hoje não tenho mais contato com a tradição gaúcha, mas com certeza tenho boas lembranças dessa época”.
Nathalia deixa como recado para o município: “Parabéns e que espero que a cidade continue crescendo cada vez mais”. 
     Aos 29 anos, talvez nem ela mesmo imaginasse quando ainda pequena brincava pelas ruas da Vila Operária a oportunidade valiosa que teria de ganhar o mundo. Assim que hoje em dia, Cibele Meireles Machado, 29 anos, concilia a carreira de comissária de bordo com a vantagem de conhecer diversos países. 
      Morando há quase dois anos em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos,  esteve em Barcelona, Turquia, Tailândia, Itália, Inglaterra, República Tcheca, Rússia, Japão, China, Alemanha, Austrália, Espanha, África do Sul, Dinamarca, Koreia e Angola. “Ainda está sendo uma experiência, mês que vem, farão dois anos que estou morando aqui. A adaptação levou um certo tempo, principalmente em relação ao aspecto cultural, mas, hoje, já tudo parece bem mais familiar. É um lugar lindo, mas com os mesmos problemas cotidianos que enfrentamos aí ou em qualquer outra cidade. Durante os meses do verão (que estão bem próximos agora), fica mais difícil, pois o calor é quase que insuportável. Nessa época, a vida tem que ficar mais limitada ao ar condicionado do que ao ar sufocante da rua, o que pra nós, comissários, não é muito problema, pois "escapamos" por vários dias de sofrer com as altas temperaturas do deserto quando vamos para os pernoites. E nessa rotina louca de viver aqui e nos quatro cantos desse mundo, de uma coisa tenho certeza: minha boa experiência de viver aqui é fruto da "família" de amigos que tenho, sempre cultivando os valores do bem com muito companheirismo, amizade, respeito e carinho”, avaliza. 
      Da terra do carvão, sente muitas saudades. “De muitas coisas. Muitas coisas mesmo. Eu sempre penso que ter nascido e crescido aí fez da minha infância a mais feliz. Tenho saudades de poder sair de bicicleta, e me sentir livre ainda que nas pequenas fronteiras da Vila Operária (que pareciam gigantes aos meus olhos), saudades de tomar mate na praça, e da inacreditável possibilidade de viver nesse mundo quase à parte, onde se vai ao supermercado sem um centavo, e é impossível sair pra rua sem dizer pelo menos um "Oi". Parabéns Candiota, por ter me criado com esses valores de proximidade e confiança entre as pessoas! Que venham muitos anos mais!”.
Cibela deixa o seguinte recado para o município. “Diria, e digo, que tenho muito orgulho de ser filha desta terra. E, por isso, meu desejo é sempre voltar e me sentir "em casa" e feliz de ver que minha cidade está saudável para se desenvolver e proporcionar qualidade de vida e bem-estar a todos”. 
A também cirurgiã-dentista e especialista em ortodontia Débora Cristina Lazzare Corrêa, 27 anos, sai do município para estudar e reside atualmente em Rio do Sul/SC. Neste ano de 2013, aproveitou as férias para conhecer os Estados Unidos, visitando San Diego, Los Angeles e Las Vegas, numa viagem que ela considerou maravilhosa e indescritível.”Com lugares lindo, cheios de parques para visitar. Por serem cidades de turismo, as pessoas de lá nos tratam super bem. Cidades muito bem ocupadas, limpas. Nos EUA as pessoas são muito patriotas, presenciamos por diversas vezes, momentos em que o Hino tocava e o povo parava tudo o que fazia para cantá-lo com a mão no peito. Emocionante”,  observa acrescentando que foi marcante e emocionante conhecer lugares novos.  
        De Candiota, tem saudades da família que aqui continua a residir. “Dos manos Juliano e Diego, meu afilhado Maninho, minha prima Marili, dos meus amigos queridos... os quais crescemos juntos, construímos uma história muito linda! Das épocas em que estudava na escola Jerônimo, da invernada, do Degaes, de jogos no ginásio, dos jogos sensacionais do campo (um dos maiores eventos que tínhamos), das participações no Canto Moleque, da Semana Farroupilha...enfim... saudade de tudo que me ajudou a ser o que eu sou hoje... do rincão amado onde meus queridos pais João e Odete, me ensinaram os princípios e valores que carrego até hoje em minha vida!! Hoje, com certeza, quando retorno a Candiota, minha felicidade não é mais completa... mas ainda, fico muito feliz cada vez que retorno!”, enumera. 
Débora deixa como mensagem de aniversário para Candiota: “Candiota, minha eterna querência...cidade em que eu cresci e tive os anos mais felizes, com certeza, de minha vida! Desejo que continues a crescer... e que continue possibilitando as pessoas que assim como eu, cresceram ai, que tenham uma infância feliz... que possam brincar, pular.. serem felizes como eu sempre fui! e que nossa cidade, continue a se desenvolver, dando cada mais vez, novas oportunidades de crescimento as pessoas que ainda moram em Candiota! Parabéns terrinha amada!!! Tenho muito orgulho de ser uma candiotense!!!

quarta-feira, 20 de março de 2013

Candiota 21 anos – Parte V – Um município que respira o tradicionalismo?!...



Sou gaúcha e tenho orgulho. Adoro um fandango, mas sou fã de música nativista. Ouço em qualquer momento, admiro os compositores, músicos e instrumentistas que cantam o Rio Grande em poesia. Moro em Candiota onde o tradicionalismo é uma marca registrada, não só por sediar o maior festival amador do Estado o Canto Moleque da Canção Nativa, mas também por ser uma terra que cultua o amor pelo Rio Grande.
A quantidade de cinco CTGs e diversos piquetes para uma cidade com menos de 10 mil habitantes já expressa essa característica. Cada qual com suas atividades artísticas e campeiras, invernadas, bailes e shows, mantêm viva a chama do tradicionalismo, mas temos de convir que o Movimento Tradicionalista Gaúcha vem perdendo adeptos em todo o Estado. Há quem diga que por resultado da rigidez que impõem, e há quem diga que é apenas reflexo de uma geração que está interessada nos modernismo e variações com o tchê music.
Em Candiota os esforços dos patrões, entidades e tradicionalistas é imensa para manter a tradição e, especialmente o interesse do jovem. Eventos como a Tertúlia Entre Mates e Canções são exemplos de garra dos organizadores e fundamentais para a manutenção da cultura do nosso povo.
Gostaria de participar mais ativamente dessas atividades, mas por questões de força maior não posso. Resolvi dedicar um artigo ao tradicionalismo – não como entendedora, porque não entendo nada, mas como apreciadora – por me orgulhar de Candiota cultuar isso, mas também para trazer a luz algumas reflexões e questionamentos, pois temos que comemorar a emancipação e todos juntos atuar como cidadãos pensantes, para cada vez mais, termos mais qualidade de vida e nosso município.
Uma dos primeiros questionamentos que faço, é o porquê, nossa cidade que se orgulha tanto do Canto Moleque e de seus talentos revelados, não fomenta a história? A Batalha do Seival – principal confronto da Revolução Farroupilha – teve o ápice em Candiota, quando em 1836 o General Antônio de Souza Netto proclamou a República Rio-grandense. Sim, todos sabem! Mas será que esse importante fato histórico não mereceria um pouco mais de atenção? Eu penso que sim! Penso que o turismo neste aspecto deveria ser fomentado, que um memorial ou museu devia ser aberto. E quem sabe, até encenações na Semana Farroupilha, como Piratini faz teatralmente bem?! Enfim, penso realmente que esse aspecto merece mais notoriedade.
Outra questão que temos que refletir e que venho comentando, é que Candiota mudou. Candiota cresceu. Seu povo não é mais o mesmo!. Não temos uma comunidade com moradores com perfil específico e sim, um povo heterogêneo, com raças, religiões, gostos e preferências distintas. Por essa razão, penso que ao mesmo tempo em que o tradicionalismo precisa ser cultuado, outros segmentos também.  
Há de se pensar que nem todos “curtem” a música nativista e gaúcha e por isso é que fiquei pasma, ao saber que algumas pessoas de mentalidade medíocre, criticaram o evento que acontecerá no próximo domingo, 24, o 2º Amálgama Musical. Trata-se de um evento realizado pela Prefeitura, mas que desde a primeira edição foi idealizado pelo Adilson Lucena, no qual tocarão bandas de pop rock de toda a região. Teve quem debochou, dizendo que os “candiotenses” não gostam disso e que uma “cambada” de loucos fará baderna na praça. É inacreditável, que isso saiu da boca de alguns músicos! É inacreditável que pessoas mal informadas façam esse julgamento do pop ou do rock, pois em pleno século 21, era da tecnologia, é inacreditável mesmo que ainda exista gente com mente fechada e que critica e não respeita a preferência musical dos outros. Mas está bem... a mente humana especialmente em uma cidade onde muitas pessoas têm pouca ocupação, a crítica parece ser o único entretenimento. Mas tenho certeza que em Candiota há quem ame rock and roll e que vai se divertir muito nesse evento e que não são “maluqueiras”.
Fiquei sabendo ainda e não sei se é verdade, que um recente projeto musical nas escolas irá ensinar em princípio, apenas música nativista aos alunos. Num universo plural como o da música é realmente questionável que só um gênero ser ensinado.
Desculpem o desabafo, critiquem, concordem, exponham suas opiniões, pois eu desde já as respeito, porque podemos não concordar, mas respeito é fundamental e liberdade de expressão é tudo. Eu jamais vou deixar de escrever sobre o que me indigna e ainda mais se penso que posso contribuir de alguma forma com a minha comunidade propondo reflexões. Um abraço de uma gaúcha quem curte música nativista e rock!!!

terça-feira, 19 de março de 2013


Candiota 21 anos – Parte IV – Um comércio em fase de amadurecimento

            Antes da emancipação em 1992, quando Candiota ainda era distrito de Bagé e a CEEE era a mantenedora da cidade, o comércio tinha uma característica específica. Atendia a um público com uma renda de média a alta. Butiques vestiam e calçavam, na maioria, mulheres e filhos dos engenheiros, que numa localidade pequena, impunham presença através das roupas que usavam. Estar bem vestida era sinal não só de integração, mas também de aceitação social. E isso acontece até os dias de hoje em todos os locais. Para estarem entrosadas, não importava o preço a ser pago, por isso o perfil dos lojistas era de mercadorias boas e caras.
            Mas a emancipação chegou! A CEEE foi comprada pela CGTEE e fez-se uma cidade, mas não só de mulheres “bem de vida” e homens que não se importavam com o quanto gastavam para alegrar suas famílias. Fez-se um município heterogêneo, com a maior concentração de assentados do Estado e, por conseguinte, famílias mais simples. Candiota passou a não ser mais uma terra de “ricos” como muito tempo foi conhecida, mas sim uma terra de um povo trabalhador, que labuta dia a dia para pagar suas contas. Demorou, mas faz poucos anos que o comércio passou a entender essa nova realidade e não mais passou a oferecer produtos superfaturados. Hoje é possível encontrarmos no município lojas populares, com ótimos preços não mais os absurdos da era da “mãe CEEE”.
            Há comércios que ainda reclamam que o dinheiro não circula na cidade e este é um sério problema econômico que enfrentamos. Como pode o dinheiro circular se em primeiro lugar o maior percentual dos funcionários que trabalham aqui (Prefeitura, CGTEE e CRM) não moram aqui. Recebem seus salários daqui, mas aqui não consomem, mas cada um tem o direito de morar onde quiser. Porém, como vamos fazer com que os candiotenses aqui consumam se na maioria dos comércios não tem valido a pena. Quero deixar claro que não são todos e tudo que posso compro aqui, mas na maioria dos casos, é mais barato gastar combustível até Bagé e lá encontrar os produtos com preço mais acessível.
            Um dos nossos maiores mercado de uma rede com lojas em todo o Estado, só recebe o “refugo” das demais lojas, têm preços diferentes na prateleira e no caixa, e preços mais altos e menos variedade de produtos.
            Vejo os esforços de entidades como a Acisa/CDL em fazer campanhas de fortalecimento do comércio e creio que são válidas e aos poucos vão dando resultado, mas ainda é necessário muito amadurecimento e conscientização da importância do consumo em nossa cidade, mas claro, desde que seja com preços justos e mercadorias condizentes com nossa realidade. Mas estamos a caminho do fortalecimento e hoje eu como comerciante vejo que a luta é diária e que a questão comercial merece atenção, projetos e incentivos para que se fortaleça em Candiota.  

segunda-feira, 18 de março de 2013

Encontro regional de veículos será atração no aniversário de Candiota



2º Encontro de motos e carros baixos, com som, preparados e antigos é uma promoção da Prefeitura e está sendo organizado pela Spencer Sports

                A Praça Dario Lassance em Candiota ficará lotada mais vez com veículos de toda a região no 2º Encontro de Motos e Carros Baixos, Preparados e com Som e Exposição de Veículos Antigos. O evento é uma realização da Prefeitura do município e integra as comemorações dos 21 anos de aniversário da cidade, sendo que acontecerá a partir das 14h do próximo domingo, 24.
A organização é da Spencer Sports, sendo que em 2012 foi pioneira na realização de encontros desse gênero em toda a região Sul do Estado. O evento ocorreu também no aniversário da cidade e contou com mais de 120 veículos. Este ano a expectativa é bem maior, visto que após a realização deste evento novos grupos se organizaram e realizaram também encontros em cidades vizinhas.
Conforme o secretário de Cultura e Esportes, Gil Deison Pereira, é uma oportunidade de confraternização regional, onde os apreciadores de carros modificados podem reunir-se além de ser uma atração a parte nas comemorações do aniversário. O evento iniciará às 14h e a inscrição é um quilo de alimento não-perecível ou um agasalho que será destinado às famílias necessitadas. Paralelamente também acontece o 2º Amálgama Musical com a participação de bandas de pop rock de toda a região.
De acordo com o proprietário da Spencer Sports, Alex Spencer o sucesso da edição de 2012 motiva a repetição do evento. “Ano passado todos participantes já clamavam pela edição de 2013 e em poucos dias de divulgação, já temos interessados de toda a região Sul. Exposições e encontros desse gênero vêem crescendo, mostrando que carro e moto também são paixão nacional”,  considera ele, ao convidar a todos que tem veículos modificados participem do evento que já tem todo o indicativo de êxito.
Já estão confirmados os estandes da TTerrasul, Simon Pneus e ASM Motos de Bagé. São apoiadores do evento Start Envelopamento, Impacto Alto Falantes, Arrancada Pelotas, Fuell Tech, Carros Baixos Bagé, Baixos Candiota e MDS Suspensões.
Mais informações podem ser adquiridas pelos telefones (53) 3245-5065 na Secretaria de Cultura ou (53) 3245-1095 e 91088709 com Spencer. 

quinta-feira, 14 de março de 2013

Candiota 21 anos – Parte III – Belezas e características naturais



Cachoeirinha - um refúgio natural

O clima e solo de Candiota possuem características que lhe conferem singularidade. Tais características atraíram ainda no século 18, um espanhol chamado João Marimon que já naquela época ocupou grande extensão de terra para o cultivo de uvas que resultaram na elaboração de vinhos premiados pelo mundo. Quase um século depois, outra vinícola de prestigio e renome internacional, a Miolo, aqui em nossa cidade investiu e aqui também pretende expandir os investimentos. As características propícias também resultaram no investimento de ícones como o Galvão Bueno e mais recentemente, o cultivo de oliveiras.
Ainda em Candiota a Isla Sementes há vários anos se instalou por ter mapeado a região como a mais adequada em todo o Estado para o cultivo de sementes olerícolas. Sem falarmos no carvão, nosso Ouro Negro, com reservas para mais de dois séculos que já atraíram investimentos e devem continuar a atrair nos próximos anos. Em fase de implantação, encontram-se as empresas interessadas em nossa argila, considerada também uma das melhores. Enfim, são riquezas do nosso solo que devemos valorizar e comemorar nesses 21 anos de história.
Além das características naturais, Candiota também possui belezas próprias. A flora e fauna nos campos do pampa revelam paisagens belíssimas. Entre uma das belezas de maior destaque está a prainha de Candiota, balneário natural próximo as comportas do Arroio Candiota, que refrescam banhistas da cidade e região no veraneio. Na prainha há locais não só para banho, mas também acampamento e uma belíssima ilha. A Cachoeirinha é outro local lindo, onde as pedras contornam águas rasas ideais para o banho e a correnteza forma uma hidromassagem natural.
As nossas fazendas abrigam cenários estonteantes. São cerros, riachos e árvores belas recheadas de pássaros a cantar.
Todas estas belezas serão muito melhor detalhadas no trabalho da Rastro Selvagem, no documentário Candiota Natural, em breve a disposição para assistirmos.     

segunda-feira, 4 de março de 2013

Candiota 21 anos – Parte II – Candiota tinha...



                                  Foto: Regina Pradella

Era pequena, morava em Bagé, mas lembro do entusiasmo que ficava quando minha mãe convidava para irmos a Candiota, mais precisamente para Vila Operária – ou até hoje Terminal CEEE. A cidade era diferente, pois até mesmo o ônibus precisava se identificar para a guarita que ficava logo ali na entrada poder abrir a cancela e podermos entra. Era assim também com os veículos particulares, pois ali era um condomínio.
Caminhava pelas ruas tão bonitas, pátios com gramas bem aparadas e jardins floridos e ficava querendo entender o porquê não havia muros e o porquê a casa da minha madrinha era “igual” a dos vizinhos. Eu não entendi que aquele bairro havia sido construído para engenheiros e trabalhadores da CEEE há alguns anos e obedeciam a um padrão.
Mas a maior alegria era o Chico! Para quem lembra o macaco Chico não precisa explicação, mas para quem não sabe, havia sim um macaquinho em uma jaula bem no meio da praça da Vila, onde todos os alimentavam com bananas e ficam encantados com suas macaquices. Dócil, o Chico fez parte da infância de muita gente, talvez se estivesse lá hoje, seria até mesmo maltratado por vândalos.
Rememorei o cenário para elencar algumas outras atrações que o nosso município tinha bem mesmo antes de ser emancipado. Claro que os benefícios da emancipação são incontestáveis, entretanto, há lembranças que fazem feliz tantos moradores e ex-moradores, assim como se quer moradores novos conhecem parte da história e por isso, vale a pena recontar.
A Vila Operária não tinha só o Chico como atração de um condomínio de primeira, tinha um forte Centro Comercial, com um supermercado forte; uma padaria que vendia aquele pão d’água que mal cabia no saco de papel e a bicicleta era enrolada naquele papel cor-de-rosa amarrada com barbante branco. Havia uma loja de brinquedos que enchiam o coração e os olhos das crianças, uma papelaria, uma lavanderia (isso mesmo, na década de 80 uma lavanderia e 30 anos depois não temos uma ainda em Candiota).
Um Centro Comercial quase do mesmo porte tinha na Vila Residencial, ainda com banco. As demais localidades estavam se formando, criando vida, driblando e sonhando com as redes de energia elétrica, água potável e esgoto. Telefones? Eram por ramal, com CRT na Residencial.
Mas, Candiota tinha...nos festejos gauchesco uma diversão para toda família. As praças lotavam para assistir a apresentação dos grupos e das invernadas. Os CTGs eram as segundas casas e as atividades campeiras como rodeios e gineteadas também eram as atrações do final de semana. Tínhamos famílias muito mais engajadas no Movimento Tradicionalista, ainda temos, mas não com a mesma intensidade.
Candiota tinha...desfiles cívicos e carnavalescos com toda pompa e glamour que merecem. Tinha os bailes no Latão para adultos, jovens e também os infantis. Carnavais, festas juninas, bingos.
Candiota tinha...as partidas de futebol que eram “o evento” do mês. Os campos ficavam lotados e ali iam famílias, namorados e solteiros para paquerarem. Candiota tinha...uma comunidade em construção que queria construir uma cidade sólida. Tem muitos outros “tinha” que meus amigos com certeza os amigos leitores vão lembrar. Mas o que tínhamos de mais forte era uma expectativa do futuro e uma cultura do preservar que se perdeu.

sábado, 2 de março de 2013

Candiota 21 anos – Parte I - Engenheiro Guimarães


                                                    Foto: Marlon Teixeira
Localidade desde 2008 foi desabitada e conta com um galpão de armazenagem da ALL


Neste mês de março nossa Candiota completa 21 anos e muito há de se comemorar. Com a emancipação veio o desenvolvimento, a liberdade política, a capacidade e a autossuficiência administrativa. Candiotenses de coração ou de raiz, podem através dos seus impostos e atividades de cidadania, colaborar com todo esse crescimento e temos a expectativa de muitas novidades no setor de indústria, especialmente.

Por outro lado, temos de convir que ficou muita saudade do que tínhamos na época da “mãe CEEE”. Do Centro Comercial das Vilas Operária e Residencial, dos eventos dos CTGs que eram bem mais glamurosos, entre outros benefícios.

Mas neste primeiro artigo - de alguns outros que ainda pretendo escrever em comemoração ao aniversário – quero lembrar com carinho e que os meus conterrâneos me auxiliem, a falarmos sobre a Estação Férrea Engenheiro Guimarães. Para quem não sabe, era localizada alguns quilômetros da São Simão em direção a BR 293 sentido Bagé-Pinheiro Machado, sendo uma das paradas de trem da extinta Rede Ferroviária. Lá além da Estação havia um pequeno vilarejo com mais de 20 casas onde as famílias se acalantaram, trabalhavam na rede, os filhos estudavam nos bairros próximos, as mães cuidavam dos seus lares. As casinhas de madeira, simples, mas, confortáveis, tinham pomares e ali muitos cultivavam suas frutas e suas hortas, além dos animais.  

Mais do que visinhos, os moradores dali eram amigos, pois tinham uns aos outros para contar. Nem todos tinham carro, a comunicação era difícil, assim como o acesso. Visitei o local na minha infância algumas vezes porque lá eu tinha amigos que me são caros até hoje. Todo mundo vivia feliz até que a rede foi privatizada.

Os funcionários dali, pais de famílias, assim como de outras estações foram então remanejados para a atual ALL – América Latina Logística. Porém, algum curto período depois eles foram demitidos. Então começou uma série de questionamentos: Tudo ficou por isso mesmo? De que forma foi garantido o tempo de serviço prestado? Que Lei ou instituição os amparou? Perguntas que estão sem respostas há quase 20 anos e que ninguém responde. Muitos desses ex-empregados procuram seus direitos e a resposta para suas perguntas, mas muitos dos advogados sem nenhuma explicação razoável, não abraçaram a causa. Então, o tempo de trabalho foi jogado fora? A expectativa que tinham de uma aposentadoria segura ficou por isso mesmo...o tempo que se dedicaram àquele serviço foi em vão? A maioria deles, tirou de letra, buscou novos trabalhos, mas uma parte, também ficou desamparada não só economicamente. Sei de pais de família e de famílias inteira que até hoje não conseguiram sequer conquistar sua casa própria. Gente que caiu em depressão e até hoje “sobrevive”.

Penso que temos que comemorar sim as vitórias dos nossos 21 anos, mas não esquecer de situações como essa que entristecem nosso passado.