sexta-feira, 18 de janeiro de 2013


Igualdade social?

São politicamente corretos os discursos de igualdade social. Vamos respeitar as mulheres, os índios e os negros. Vamos protestar contra a homofobia, vamos viver em um mundo onde todos os gêneros, culturas e raças tenham o mesmo direito. Concordo, temos todos que ter sim o mesmo direito, mas não estou mais aceitando essa aferição da sociologia em separar as pessoas por grupos quando na verdade fazem parte da mais bonita, complexa, completa e harmoniosa criação: a raça humana. Somos todos integrantes dessa criação divina e criados para ter cotas sim! Mas cotas de felicidade, cotas de amor, cotas de alegrias.

Não precisamos entrar em universidades e concursos pela cor da nossa pele, olhos ou cabelo, ou algum estudo sugere que negros são menos pensantes que brancos? Para mim isso é mais uma forma discriminatória, pois a inteligência no meu humilde ponto de vista não é uma questão racial e sim, de oportunidade. Mais que oportunidade, o ensino no Brasil hoje oportuniza formação superior a quem estiver disposto a estudar realmente e isso independe até mesmo, da questão financeira. Respeito o sistema de cotas, seus defensores, creio que há sim benefícios, porém, mais que discutir essas questões, o ser humano precisa ser visto com um ser único, ter seus direitos respeitados e não designados por compor um determinado grupo.

Apaixonemo-nos pelo ser humano, pela vida com diz um dos meus autores preferidos Augusto Cury. Tenhamos a compreensão de perceber que não existe diferença entre o coração de um homossexual e de um machista. A pele negra e a do alemão têm suas sensibilidades específicas. Os olhos dos orientais brilham tanto quanto dos índios e nós somos todos irmãos, pois somos todos filhos de um Pai Celestial, que nós quer ver exercendo o amor, a fraternidade, a caridade. Então, mudemos de IGUALDADE SOCIAL/RACIAL para IGUALDADE HUMANA.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Aos meus desafetos

Aos meus desafetos eu já desperdicei tempo demais! Assim estou desperdiçando mais alguns minutos neste texto, mas agora de forma definitiva e com uma paz de espírito incomum.

Desgostar e ter diferenças com o próximo é tão ou mais comum do que podemos imaginar. Mas o que muda de um ser humano para outra é a forma com que os sentimentos germinam em nossos corações e que diferenças fazem em nossas vidas. Há algum tempo, confesso, já cultivei a mágoa e a raiva. Fui tomada por total repulsa a pessoas que me fizeram mal, mas mesmo neste estado de indignação nunca desejei mal, apenas justiça.

Mas o tempo faz com que olhemos as mágoas com outros olhos. Tive a bênção de compreender que a tal Justiça Divina que sempre defendi funciona sim, mas não só para mim, mas para todos que a clamam. Compreendi que o Deus que eu rezo é o mesmo Deus que olha por meus desafetos e que a forma com que ele vai conduzir as coisas nem sempre será como eu gostaria. Entendi que quem pensa que Deus é uma propriedade particular é um pobre prepotente que tem muito ainda o que aprender sobre a espiritualidade.

Hoje em dia analiso com piedade as ofensas e mágoas que me foram feitas. Sei que algumas foram intencionais e outras com ingenuidade. Depois de algumas lágrimas que derramei por motivos mil e razão dessas pessoas, hoje penso nelas com total indiferença, não no sentido pejorativo da palavra, mas querendo dizer que para mim são apenas pessoas que tive a infelicidade de conhecer um dia, pelos constrangimentos que houve, mas que também tive a felicidade de conhecer, pois proporcionaram que eu passasse por provações e saísse de cada uma delas com ainda mais confiança, fé, autoestima renovada e muito mais forte. Por isso, agradeço aos meus desafetos.

Também confesso que ainda não alcancei o desprendimento de amá-los e por eles orar. Ainda tenho piedade, pois vejo o quanto são pessoas vazias, tristes, solitárias e sem amigos. Com relações frágeis e superficiais, que vivem no universo das aparências, em castelos de areia. Mas Deus – esse Pai que é Nosso – agirá um dia em suas vidas vendo que o que um dia a mim fizeram e a outras pessoas também não valeu a pena, não precisava ter sido dessa forma. O Pai agirá em suas vidas dando-lhe sabedoria, discernimento e que suas ações negativas possam se transformar em aprendizado e reflexão, assim como para mim cada momento tem sido um aprendizado.

Desabafo sem nenhuma segunda intenção, até porque meus desafetos não fazem mais parte da minha vida e são páginas viradas, com certeza nem lerão o que escrevi. Desabafo porque tenho amigos que são anjos, dos quais me sinto orgulhosa de compartilhar este texto que elaboro com tanta compaixão. Aproveitando para agradecer a estes meus anjos que contribuíram e contribuem dia após dia para que esse meu processo evolutivo aconteça. Os amo! E quero também fazer essa diferença na vida de vocês, porque o que realmente importa são os afetos e não os desafetos.