quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Spencer Sports integra programação de Natal em Aceguá



               O 4º Festival Internacional de Balonismo no Pampa acontecerá de sexta-feira, 20 a domingo, 22 em Aceguá. Diversas atividades compõe a programação promovida pela Prefeitura, entre as quais encontro gospel, de rádio rádios amadores e PX, mateadas, campeonatos e shows.
               Um dos destaques deste ano é o Encontro de Carros Rebaixados, Antigos com Som e Tuning, que será realizado pela Spencer Sports. Conforme Alex Spencer, a expectativa mais uma vez é de sucesso à exemplo dos demais eventos promovidos. A Spencer Sports já promoveu encontros em Bagé, Candiota e Pinheiro Machado e desta vez chega a Fronteira. “Acreditamos que o evento a soma de atrações do evento fará com que o município fique movimentado. Haverá muitas atrações e os carros têm os amantes cativos e fiéis”, avalia ele.

               

A programação inicia às 16h de sexta-feira e o Encontro de Carros acontecerá durante todo o dia no domingo na avenida principal da cidade. “Convidamos todos  aqueles que costumam ir aos nossos eventos para um dia de muita diversão, assim como convidamos a quem não conhece, aproveite a oportunidade de conferir os veículos de todos os estilos e também de aproveitar as atrações do evento e da cidade de Aceguá”, completa.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Spencer Sports promove segundo campeonato de som no próximo domingo em Bagé




       
           A 2ª etapa Campeonato Zona Sul de Som e Rebaixados promovido pela Spencer Sports, será no próximo domingo, 1º, no Clube Cantegril em Bagé, durante todo o dia. O evento tinha data inicial de 10/11, mas acabou sendo transferido em função da chuva.
            O campeonato premiará com troféus de 1º a 3º lugar para os carros mais baixos e os sons mais potentes. Uma das grandes atrações fica por conta do Simon Pneus, que sorteará R$ 1 mil em vale-compras na loja e terá em seu estande a modelo Karoline Schwonke que só no Facebook tem mais de 10 mil seguidores. A SIEG Amortecedor Rebaixados também fará o sorteio de um par de amortecedores. A Impackto Alto Falantes também sorteará alto falantes.
            De acordo com Alex Spencer, a perspectiva é de um evento de sucesso, por conta do campeonato em si, das atrações, do local que é privilegiado em Bagé contando com área verde e sombra, assim como pela presença da modelo. “Nossos eventos têm sempre reunido um público surpreendente e conta com boa organização  e integração de participantes de toda região”, acentua.
            Em dezembro, a Spencer Sports estará em Aceguá com mais um encontro junto ao Festival de Balonismo, nos dias 20 e 22.
            Apoiam esta etapa a Suspenson, Hotel e Restaurante Passo Real de Candiota, MDS Suspensões, Baixos Bagé, Impackto Alto Falantes, Daiane Automóveis, S.O.S Centro Eletrônico e SIEG.    

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Trilha e Jeep Cross consolidam-se em Candiota

           A 2ª edição da Trilha e Jeep Cross de Candiota foi realizada entre os dias 9 e 11 na pista da Vila Operária em Candiota. A atividade iniciou com uma recepção na sexta-feira no CTG Batalha do Seival, contando com 30 participantes das cidades de Santa Vitória, Piratini, Rosário do Sul, Dom Pedrito e Bagé.
No sábado durante todo dia os veículos 4x4 realizaram um percurso com muito barro em um trecho com pouco mais de 6km e 8 Ponto de Controle (PCs). Conforme o organizador Leandro Bueno, os obstáculos deram o brilho necessário para o evento que busca sempre o barro como receita. No domingo, a pista foi para os jipes onde os veículos que participaram da trilha brigaram contra o cronômetro e deram um show.
O evento contou com o apoio da Prefeitura de Candiota e patrocinadores locais. “O evento teve fim com uma confraternização com um espetacular churrasco com tempero de domingo de Dia dos Pais. Confraternizamos mais uma vez nessa trilha desta família chamada de Jipeiros”, completa. Bueno e demais organizadores agradeceram ainda ao prefeito Folador e secretários Gil Deison Pereira e Artemio Parcianello, assim como aos patrocinadores e a toda equipe de organização, além dos amigos Rodrigo Duarte, Fábio (Bozó), Guilherme, Mano e Maik.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Encontro com competição de som e rebaixados reúne mais de 1,8 mil pessoas em Bagé

      



      Mais de 1,8 mil pessoas participaram em Bagé neste domingo, 4, da primeira etapa Zona Sul Campeonatos de Som e Rebaixados, uma promoção da Spencer Sports e da Start Bagé. 
           O evento foi realizado durante todo o dia no Kartódromo de Bagé e contou com o apoio e patrocínio de diversas empresas da região.
         Conforme um dos organizadores, Alex Spencer o evento reuniu público de cidades como Dom Pedrito, Pelotas, Rio Grande e, inclusive do Uruguai. 
Spencer explica que a competição de som conta com vários quesitos e são avaliados os decibéis que alcançam e competem por categorias, da qual os campeões ganharam troféus.               Por sua vez, os carros mais baixos são divididos por categorias que vão de suspensão fixa, a ar, e categoria extreme. Spencer agradece ainda o apoio do responsável pelo Kartódromo Ayrton Senna, Sílvio Vernieri. 
       A Zona Sul que realizou as medições comenta que os sons automotivos chegaram a ultrapassar os 140 decibéis e os carros rebaixados, medidos pelo paquímetro, chegam a ter apenas zero milímetros.
        De acordo com Leandro Lotuffo da Start a competição motiva e sempre movimenta a cidade atraindo toda região. A próxima etapa será em Candiota, em outubro em dia e local a ser definido.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Campeonato de som e rebaixados movimenta Bagé em agosto

               


            Os carros baixos arranharão o chão da Rainha da Fronteira e estarão com os alto falantes no volume máximo no próximo mês de agosto. No domingo, dia 4, a partir das 13h no Kartódromo Municipal de Bagé acontecerá a 1ª Etapa Zona Sul Campeonatos de Som e Rebaixados uma promoção da Spencer Sports e da Start Envelopamento,  Insul film e Suspensões de Bagé. O evento também contará com Exposição de Carros Antigos e Preparados. As medições serão a cargo da equipe Zona Sul Campeonatos de Pelotas. O evento é um primeiro de uma série de outros que acontecerão na região. As próximas cidades ainda serão definidas.
           Conforme os organizadores do evento Alex Spencer e Leandro Lotuffo a perspectiva é de sucesso, visto que ambas as empresas estão consolidadas na região e eventos de gênero automobilístico estão cada vez mais crescendo e ganhando simpatizantes de todas as idades e estilos. “Esperamos um domingo de muita integração regional, com um tempo que colabore para que os apaixonados por automobilismo possam exibir a potência dos seus módulos e motores, além das suspensões fixas e a ar com todo o estilo”, acentua Spencer. Durante o evento haverá mateada com o apoio da erva-mate Taquapy e também haverá estande da Tterrasul sempre presente nos eventos regionais com novidades.

O evento está sendo patrocinado pela Power Sound, Gathi Calçados, Dinapolli, Aliança Consultoria, Clini Car, Fuel Tech, Eletro Mug, Fuzion Multimídia, Aliança Auto Peças, Marin Veículos, DP Som Automotivo, Jean Preparações, Carro Fácil, Mega Print, Porschi Car, Lavagem Coelho, Postos Delevati, Tterrasul, Carper Escapamentos e Assessórios além da Digiart Malharia e Serigrafia, Star Service, Dr. Léo Pereira Filho Odontologia e MDS Suspensões, estes de Candiota. Mais informações com Alex pelos telefones (53) 32451095, 99514614 e 91088709.  

terça-feira, 28 de maio de 2013

Nasce um novo esporte em Candiota


                   Para os amantes do automobilismo e velocidade de Candiota e região, nasce uma nova oportunidade de acelerar a adrenalina. A Spencer Sports e demais parceiros está começando a trabalhar no projeto Velocar, que consiste numa corrida em pista de terra, semelhante ao Veloterra que é realizado com motos, só que de automóvel. A modalidade já é realizada em diversas cidades gaúchas, inclusive com copas e campeonatos e, destaca o melhor tempo do carro em determinado percurso, sozinho ou em dupla, dentro de uma categoria pré-determinada em regulamento.
                Conforme o proprietário da Spencer Sports, Alex Spencer, no momento, estão se reunindo pilotos que desejam participar de futuras provas. No feriado desta quinta-feira, 30, os interessados em experimentar a pista e ver como o esporte funciona, poderão assistir ao amistoso na chamada pista de rodeio da Vila Operária a partir das 13h. "Vemos que na região os esportes automobilísticos crescem cada vez mais e, precisamos oportunizar essa diversão de forma séria e com segurança", enfatiza Spencer.
               Um dos idealizadores do projeto em Candiota, Maik Etcheverria, destaca que a novidade é empolgante. "Só pelo que vimos previamente tem tudo para ser um sucesso e reunir uma baita galera", acentua. Lembrando que na quinta-feira será apenas uma demonstração de como funciona, quem for participar deve levar capacete, usar cinto de segurança  e o carro deve ter extintor.

domingo, 28 de abril de 2013

Spencer Sports realiza mais um encontro de veículos em Candiota




         
         A Spencer Sports promove no próximo domingo, 5 de maio, a partir das 14h mais um encontro veículos. Desta vez o Encontro de carros e motos baixos e com som, acontecerá em parceria com o Posto Buffon (Posto da Antena) de Candiota e será realizado no próprio posto às margens da Rodovia Miguel Arlindo Câmara, próximo a entrada da sede do município (Dario Lassance). A expectativa conforme Alex Spencer é de mais um evento de sucesso, do qual se espera dezenas de veículos de toda a região, a exemplo dos encontros anteriores que foram sucesso de público. 
             Durante o evento haverá mateada, brinquedos infláveis para as crianças, distribuição de brindes e ainda show. O evento é patrocinado pela Star Envelopamento e Tterrasul (ambas de Bagé) e Spencer Lanches e MDS Suspensões de Candiota. 



terça-feira, 16 de abril de 2013

Força comunitária



Candiotenses paralisam estrada em prol de vidas e de melhorias
 
Trecho com cerca de 15 km já vitimou cerca de 30 pessoas na última década

O principal acesso de Candiota a estrada Miguel Arlindo Câmara com uma extensão aproximada 15 km urge por melhorias. Ao longo da última década foram cerca de 30 mortes, além das centenas de acidentes que acontecem todos os dias devido aos buracos, falta de sinalização e também a imprudência dos motoristas.

Movidos pelo sentimento de perca e solidariedade que se acentuou com o acidente da última quarta-feira, 10, que causou três mortes, um grupo de candiotenses organizou-se pela rede social Facebook com o intuito de fazer uma paralisação reivindicando melhorias. O primeiro ato aconteceu no sábado, 13, às 19h no Sindicato dos Mineiros, quando em uma reunião, foi decidida a data, hora e sugeridas às melhorias. Então se formou uma comissão composta pela comunidade, que agilizou já no dia seguinte o protesto que ocorreu durante toda a manhã desta terça-feira, 16 de abril, interrompendo o tráfego de carros, ônibus e caminhões.

  Cerca de 300 pessoas participaram da paralisação que ocorreu na entrada do bairro João Emílio onde aconteceu o acidente da última quarta, vitimando Luis Mário Peruchena e o filho Davi Peruchena de apenas 8 anos, assim como o motorista do caminhão que colidiu no Uno que a família encontrava-se, Rodrigo Teixeira. O evento contou com a participação dos Poderes Executiva e Legislativa, assim como representantes do Sindicato dos Mineiros, Associação de Moradores da João Emílio e a comunidade em geral.

Na oportunidade, autoridades e comunidade manifestaram suas opiniões em relação aos pedidos e também projeto de federalização.  Conforme uma das organizadoras do evento representando a comunidade, Josuélem Duarte, a atividade que foi pacífica é uma expressão da força comunitária, de forma apartidária, visando sim resultados imediatos, mas também a Federalização em seguida. “Realmente estamos necessitando de uma M.A.C com melhores condições de trafegabilidade. Estamos no tornando pólo industrial e de desenvolvimento, com esse maior fluxo são inevitáveis melhorias. Foram muitas vítimas e estamos expressando esse sentimento de perda”, complementa reforçando que a expectativa mesmo é de resultados e melhores condições para que mais hajam mais vítimas.

Por sua vez, o prefeito Luiz Carlos Folador que também esteve presente no ato, disse que a Prefeitura deverá sim tomar algumas medidas, mas observou que o município por si só não tem condições financeiras de arcar sozinho com uma reforma que demanda milhões de reais e que por isso, é necessária a contrapartida e participação das empresas locais que usufruem da estrada, utilizando-a com o tráfego intenso de caminhões e carretas que todos os dias fazem o trajeto. “Me solidarizo com cada familiar e amigo das vítimas. Conheço e sei da situação da estrada e sou um parceiro para buscarmos a federalização já”, acentua o prefeito, ao destacar que o movimento é válido como representação da comunidade, inclusive para chamar a atenção dos órgãos Federais em Brasília para a aprovação definitiva do projeto. “Todos juntos vamos sim melhorar as condições da MAC”, finaliza, informando que a conscientização também é importante e que a Secretaria de Educação do município também está fazendo um trabalho junto às escolas.

Federalização da M.A.C

            O Projeto de Lei para Federalização da M.A.C, elaborado pelo senador Paulo Paim PT-RS, contendo recapeamento, rotatórias, sinalização e acostamento, já teve parecer favorável do DNIT e Ministério dos Transportes.  O projeto está tramitando na Comissão de Constituição e Justiça no Senado Federal. “Precisamos da força do povo para mobilizar Brasília para que esse projeto de R$ 12 bilhões seja aprovado”, alerta Folador.

Uma estrada “sem dono”

            Construída na década de 70 – ainda não tem um responsável oficial. Foi construída pela CEEE, mas que foi vendida na década de 90 para CGTEE, acabou não sendo nem de responsabilidade da própria empresa nem do município. Um dos questionamentos é saber de quem seria a propriedade para que medidas e cobranças fossem feitas. Porém, busca-se na Federalização a alternativa mais viável.
Algumas das Vítimas
1. Rodrigo Teixeira da Silva.
2. Davi Alves Branco Peruchena
3. Luis Mário Alves Peruchena
4. Dean Anderson Hoch
5. Leonardo Peres.
6. Luis Augusto Nunes Pradier (Guto)
7. Patrícia Moura.
8. Peterson (Peco)
9. Isabel Silva.
10.Jackson Marques.
11. Valdenir Munhoz.
12. Luciano Garcia.
13. Aldori Vilagran
14. Ricardo Abrelino Falcão (Mudinho)
15. Neli Odete Betemps
16. Thiago Pinho.
17. Adalberto (Eng. de segurança da CITIC)
18. Eduardo Blanco Lopes
19. Martim Antonio Dilélio Gonçalves
20. Clovis Tworkowski
21. Gilsoni Câmara
22. Genésio
23. Claro Valério
24. Homem que foi atropelado indo para Residencial
25. Homem que morreu próximo a ponte da João Emílio com acidente em carreta
26. Luis Glênio Rodrigues
27. Laerte
28. Sílvio (foi funcionário da Zandoná)
29. Peraça
30. Adão

segunda-feira, 25 de março de 2013

Encontro de veículos atrai toda a região para aniversário de Candiota


Evento lotou a praça com quase quatro mil pessoas no domingo, 24 de março

                Um público surpreendente de quase quatro mil pessoas – segundo a Brigada Militar do município – lotou a Praça Dario Lassance durante todo o dia de domingo, 24, quando Candiota comemorou 21 anos de emancipação. O 2º Encontro de Motos e Carros Baixos, Preparados e com Som e Exposição de Veículos Antigos integrou as comemorações e foi organizado pela Spencer Sports, sendo uma realização da Prefeitura de Candiota.

                O evento com fins beneficente angariou junto às inscrições mais de 40 quilos de alimentos que serão repassados a Assistência Social do município. Foram mais de 300 carros inscritos das cidades de Candiota, Bagé, Aceguá, Hulha Negra, Pinheiro Machado, Piratini, Pelotas, Rio Grande, Dom Pedrito, Caçapava do Sul, Canguçu, Camaquã, Santana do Livramento e Alegrete. Participaram clubes como o Antigomobilismo, Clássicos Bagé, Baixos Bagé, Carros Baixos Candiota, Baixos MDS, Baixos Piratini, Arrancada Pelotas, Crazy Sound, e Carangas Dom Pedrito.

                Durante todo o dia de sol, os carros e público desfilaram pela praça, consolidando ainda mais eventos do gênero. Conforme o proprietário da Spencer Sports, Alex Spencer são oportunidades de movimentar a cidade em termos turísticos e econômicos, já que restaurantes, lancherias, trailers, mercados e postos de combustíveis tiveram vendas garantidas. “Os eventos da Spencer Sports estão cada vez mais, reconhecidos em toda a região, só temos a agradecer a todos que prestigiaram e nos orgulhar que eventos como este tiveram como marco o encontro realizado aqui em 24 de março do ano passado”, observa Spencer, enfatizando o apoio indispensável da Prefeitura de Candiota, através do prefeito Luiz Carlos Folador e secretário de Cultura, Gil Deison Pereira.   

                Também esteve presente no evento a Tterrasul Bagé com a exposição do novo Fusca Turbo, entre outros carros para teste drive. Apoiaram o evento Impackto Alto Falantes, MDS Suspensões, Troca de Óleo Delevati, Start Envelopamento e Suspensão e ASM Motos.

 

sábado, 23 de março de 2013

Candiota 21 anos – Parte VI - (ex) Candiotenses pelo mundo







       Se por um lado há candiotenses que aqui residem e encontram inúmeras razões para falar mal da cidade a chamam de fim de mundo e desdenham do local onde vive, por outro, há os que aqui residiram e daqui sentem saudades. Há quem tenha de Candiota uma lembrança carinhosa e pela cidade e muitos moradores guarda afeto. 
     Entre estas pessoas que um dia aqui residiram e, hoje estão ganhando o mundo com suas carreiras e talento, quatro mulheres se destacam, cada qual de sua forma e nessa véspera de aniversário do município, compartilham conosco um pouco de suas experiências e saudades, parabenizando ainda a terra que nunca foi por elas esquecida, pois foi em Candiota que tiveram a formação inicial, a família, os amigos e valores de personalidade. 
         A cirurgiã-dentista e professora universitária Cecilia Luiz Pereira Stabile, 31 anos, hoje mora em Londrina/PR, mas foi no Jerônimo Mércio da Silveira que começou os estudos. Durante um ano, morou em Pittsburgh, PA/ nos Estados Unidos quando se qualificou na sua área e conta que foi uma experiência fantástica em nível profissional e pessoal. “Acho que todos deveríamos morar fora do país por um tempo, pois muda nossa forma de ver o mundo, nós mesmos e nosso país”, acentua ela, que hoje tem uma vida bem movimentada em função do trabalho, mas que recorda da vida tranquila de Candiota, dos amigos, da infância e família. “A vida em Candiota era muito segura, não havia medo de bandidos, assaltos etc. Eu, meu irmão Léo e nossos amigos passavam o dia brincando na rua. Foi um tempo muito bom”, recorda ao citar o irmão que atualmente tem clínica odontológica na cidade.
Para a cidade, ela deixa a seguinte mensagem de aniversário: “Parabéns, Candiota é uma cidade muito especial, diferente de todas as outras. Que nos próximos anos possa superar as dificuldades, crescer e continuar sendo um lugar para o qual gostamos de voltar”.
Professora de inglês, Nathalia Machado Dworakowski, 27 anos, que reside em Pelotas e há poucos anos deixou Candiota, também se aventurou pelos Estados Unidos. Morou em Phoenix quando realizou intercâmbio, morando em casa de família e estudando durante um ano. “A experiência foi maravilhosa, pois, poder conhecer e viver a cultura de outro país não tem preço”, avalia a professora que sente muito saudade do tradicionalismo candiotense. “Sinto mais saudade é da época em que frequentava os CTGs. A tradição gaúcha na minha época era muito forte lá, hoje não tenho mais contato com a tradição gaúcha, mas com certeza tenho boas lembranças dessa época”.
Nathalia deixa como recado para o município: “Parabéns e que espero que a cidade continue crescendo cada vez mais”. 
     Aos 29 anos, talvez nem ela mesmo imaginasse quando ainda pequena brincava pelas ruas da Vila Operária a oportunidade valiosa que teria de ganhar o mundo. Assim que hoje em dia, Cibele Meireles Machado, 29 anos, concilia a carreira de comissária de bordo com a vantagem de conhecer diversos países. 
      Morando há quase dois anos em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos,  esteve em Barcelona, Turquia, Tailândia, Itália, Inglaterra, República Tcheca, Rússia, Japão, China, Alemanha, Austrália, Espanha, África do Sul, Dinamarca, Koreia e Angola. “Ainda está sendo uma experiência, mês que vem, farão dois anos que estou morando aqui. A adaptação levou um certo tempo, principalmente em relação ao aspecto cultural, mas, hoje, já tudo parece bem mais familiar. É um lugar lindo, mas com os mesmos problemas cotidianos que enfrentamos aí ou em qualquer outra cidade. Durante os meses do verão (que estão bem próximos agora), fica mais difícil, pois o calor é quase que insuportável. Nessa época, a vida tem que ficar mais limitada ao ar condicionado do que ao ar sufocante da rua, o que pra nós, comissários, não é muito problema, pois "escapamos" por vários dias de sofrer com as altas temperaturas do deserto quando vamos para os pernoites. E nessa rotina louca de viver aqui e nos quatro cantos desse mundo, de uma coisa tenho certeza: minha boa experiência de viver aqui é fruto da "família" de amigos que tenho, sempre cultivando os valores do bem com muito companheirismo, amizade, respeito e carinho”, avaliza. 
      Da terra do carvão, sente muitas saudades. “De muitas coisas. Muitas coisas mesmo. Eu sempre penso que ter nascido e crescido aí fez da minha infância a mais feliz. Tenho saudades de poder sair de bicicleta, e me sentir livre ainda que nas pequenas fronteiras da Vila Operária (que pareciam gigantes aos meus olhos), saudades de tomar mate na praça, e da inacreditável possibilidade de viver nesse mundo quase à parte, onde se vai ao supermercado sem um centavo, e é impossível sair pra rua sem dizer pelo menos um "Oi". Parabéns Candiota, por ter me criado com esses valores de proximidade e confiança entre as pessoas! Que venham muitos anos mais!”.
Cibela deixa o seguinte recado para o município. “Diria, e digo, que tenho muito orgulho de ser filha desta terra. E, por isso, meu desejo é sempre voltar e me sentir "em casa" e feliz de ver que minha cidade está saudável para se desenvolver e proporcionar qualidade de vida e bem-estar a todos”. 
A também cirurgiã-dentista e especialista em ortodontia Débora Cristina Lazzare Corrêa, 27 anos, sai do município para estudar e reside atualmente em Rio do Sul/SC. Neste ano de 2013, aproveitou as férias para conhecer os Estados Unidos, visitando San Diego, Los Angeles e Las Vegas, numa viagem que ela considerou maravilhosa e indescritível.”Com lugares lindo, cheios de parques para visitar. Por serem cidades de turismo, as pessoas de lá nos tratam super bem. Cidades muito bem ocupadas, limpas. Nos EUA as pessoas são muito patriotas, presenciamos por diversas vezes, momentos em que o Hino tocava e o povo parava tudo o que fazia para cantá-lo com a mão no peito. Emocionante”,  observa acrescentando que foi marcante e emocionante conhecer lugares novos.  
        De Candiota, tem saudades da família que aqui continua a residir. “Dos manos Juliano e Diego, meu afilhado Maninho, minha prima Marili, dos meus amigos queridos... os quais crescemos juntos, construímos uma história muito linda! Das épocas em que estudava na escola Jerônimo, da invernada, do Degaes, de jogos no ginásio, dos jogos sensacionais do campo (um dos maiores eventos que tínhamos), das participações no Canto Moleque, da Semana Farroupilha...enfim... saudade de tudo que me ajudou a ser o que eu sou hoje... do rincão amado onde meus queridos pais João e Odete, me ensinaram os princípios e valores que carrego até hoje em minha vida!! Hoje, com certeza, quando retorno a Candiota, minha felicidade não é mais completa... mas ainda, fico muito feliz cada vez que retorno!”, enumera. 
Débora deixa como mensagem de aniversário para Candiota: “Candiota, minha eterna querência...cidade em que eu cresci e tive os anos mais felizes, com certeza, de minha vida! Desejo que continues a crescer... e que continue possibilitando as pessoas que assim como eu, cresceram ai, que tenham uma infância feliz... que possam brincar, pular.. serem felizes como eu sempre fui! e que nossa cidade, continue a se desenvolver, dando cada mais vez, novas oportunidades de crescimento as pessoas que ainda moram em Candiota! Parabéns terrinha amada!!! Tenho muito orgulho de ser uma candiotense!!!

quarta-feira, 20 de março de 2013

Candiota 21 anos – Parte V – Um município que respira o tradicionalismo?!...



Sou gaúcha e tenho orgulho. Adoro um fandango, mas sou fã de música nativista. Ouço em qualquer momento, admiro os compositores, músicos e instrumentistas que cantam o Rio Grande em poesia. Moro em Candiota onde o tradicionalismo é uma marca registrada, não só por sediar o maior festival amador do Estado o Canto Moleque da Canção Nativa, mas também por ser uma terra que cultua o amor pelo Rio Grande.
A quantidade de cinco CTGs e diversos piquetes para uma cidade com menos de 10 mil habitantes já expressa essa característica. Cada qual com suas atividades artísticas e campeiras, invernadas, bailes e shows, mantêm viva a chama do tradicionalismo, mas temos de convir que o Movimento Tradicionalista Gaúcha vem perdendo adeptos em todo o Estado. Há quem diga que por resultado da rigidez que impõem, e há quem diga que é apenas reflexo de uma geração que está interessada nos modernismo e variações com o tchê music.
Em Candiota os esforços dos patrões, entidades e tradicionalistas é imensa para manter a tradição e, especialmente o interesse do jovem. Eventos como a Tertúlia Entre Mates e Canções são exemplos de garra dos organizadores e fundamentais para a manutenção da cultura do nosso povo.
Gostaria de participar mais ativamente dessas atividades, mas por questões de força maior não posso. Resolvi dedicar um artigo ao tradicionalismo – não como entendedora, porque não entendo nada, mas como apreciadora – por me orgulhar de Candiota cultuar isso, mas também para trazer a luz algumas reflexões e questionamentos, pois temos que comemorar a emancipação e todos juntos atuar como cidadãos pensantes, para cada vez mais, termos mais qualidade de vida e nosso município.
Uma dos primeiros questionamentos que faço, é o porquê, nossa cidade que se orgulha tanto do Canto Moleque e de seus talentos revelados, não fomenta a história? A Batalha do Seival – principal confronto da Revolução Farroupilha – teve o ápice em Candiota, quando em 1836 o General Antônio de Souza Netto proclamou a República Rio-grandense. Sim, todos sabem! Mas será que esse importante fato histórico não mereceria um pouco mais de atenção? Eu penso que sim! Penso que o turismo neste aspecto deveria ser fomentado, que um memorial ou museu devia ser aberto. E quem sabe, até encenações na Semana Farroupilha, como Piratini faz teatralmente bem?! Enfim, penso realmente que esse aspecto merece mais notoriedade.
Outra questão que temos que refletir e que venho comentando, é que Candiota mudou. Candiota cresceu. Seu povo não é mais o mesmo!. Não temos uma comunidade com moradores com perfil específico e sim, um povo heterogêneo, com raças, religiões, gostos e preferências distintas. Por essa razão, penso que ao mesmo tempo em que o tradicionalismo precisa ser cultuado, outros segmentos também.  
Há de se pensar que nem todos “curtem” a música nativista e gaúcha e por isso é que fiquei pasma, ao saber que algumas pessoas de mentalidade medíocre, criticaram o evento que acontecerá no próximo domingo, 24, o 2º Amálgama Musical. Trata-se de um evento realizado pela Prefeitura, mas que desde a primeira edição foi idealizado pelo Adilson Lucena, no qual tocarão bandas de pop rock de toda a região. Teve quem debochou, dizendo que os “candiotenses” não gostam disso e que uma “cambada” de loucos fará baderna na praça. É inacreditável, que isso saiu da boca de alguns músicos! É inacreditável que pessoas mal informadas façam esse julgamento do pop ou do rock, pois em pleno século 21, era da tecnologia, é inacreditável mesmo que ainda exista gente com mente fechada e que critica e não respeita a preferência musical dos outros. Mas está bem... a mente humana especialmente em uma cidade onde muitas pessoas têm pouca ocupação, a crítica parece ser o único entretenimento. Mas tenho certeza que em Candiota há quem ame rock and roll e que vai se divertir muito nesse evento e que não são “maluqueiras”.
Fiquei sabendo ainda e não sei se é verdade, que um recente projeto musical nas escolas irá ensinar em princípio, apenas música nativista aos alunos. Num universo plural como o da música é realmente questionável que só um gênero ser ensinado.
Desculpem o desabafo, critiquem, concordem, exponham suas opiniões, pois eu desde já as respeito, porque podemos não concordar, mas respeito é fundamental e liberdade de expressão é tudo. Eu jamais vou deixar de escrever sobre o que me indigna e ainda mais se penso que posso contribuir de alguma forma com a minha comunidade propondo reflexões. Um abraço de uma gaúcha quem curte música nativista e rock!!!

terça-feira, 19 de março de 2013


Candiota 21 anos – Parte IV – Um comércio em fase de amadurecimento

            Antes da emancipação em 1992, quando Candiota ainda era distrito de Bagé e a CEEE era a mantenedora da cidade, o comércio tinha uma característica específica. Atendia a um público com uma renda de média a alta. Butiques vestiam e calçavam, na maioria, mulheres e filhos dos engenheiros, que numa localidade pequena, impunham presença através das roupas que usavam. Estar bem vestida era sinal não só de integração, mas também de aceitação social. E isso acontece até os dias de hoje em todos os locais. Para estarem entrosadas, não importava o preço a ser pago, por isso o perfil dos lojistas era de mercadorias boas e caras.
            Mas a emancipação chegou! A CEEE foi comprada pela CGTEE e fez-se uma cidade, mas não só de mulheres “bem de vida” e homens que não se importavam com o quanto gastavam para alegrar suas famílias. Fez-se um município heterogêneo, com a maior concentração de assentados do Estado e, por conseguinte, famílias mais simples. Candiota passou a não ser mais uma terra de “ricos” como muito tempo foi conhecida, mas sim uma terra de um povo trabalhador, que labuta dia a dia para pagar suas contas. Demorou, mas faz poucos anos que o comércio passou a entender essa nova realidade e não mais passou a oferecer produtos superfaturados. Hoje é possível encontrarmos no município lojas populares, com ótimos preços não mais os absurdos da era da “mãe CEEE”.
            Há comércios que ainda reclamam que o dinheiro não circula na cidade e este é um sério problema econômico que enfrentamos. Como pode o dinheiro circular se em primeiro lugar o maior percentual dos funcionários que trabalham aqui (Prefeitura, CGTEE e CRM) não moram aqui. Recebem seus salários daqui, mas aqui não consomem, mas cada um tem o direito de morar onde quiser. Porém, como vamos fazer com que os candiotenses aqui consumam se na maioria dos comércios não tem valido a pena. Quero deixar claro que não são todos e tudo que posso compro aqui, mas na maioria dos casos, é mais barato gastar combustível até Bagé e lá encontrar os produtos com preço mais acessível.
            Um dos nossos maiores mercado de uma rede com lojas em todo o Estado, só recebe o “refugo” das demais lojas, têm preços diferentes na prateleira e no caixa, e preços mais altos e menos variedade de produtos.
            Vejo os esforços de entidades como a Acisa/CDL em fazer campanhas de fortalecimento do comércio e creio que são válidas e aos poucos vão dando resultado, mas ainda é necessário muito amadurecimento e conscientização da importância do consumo em nossa cidade, mas claro, desde que seja com preços justos e mercadorias condizentes com nossa realidade. Mas estamos a caminho do fortalecimento e hoje eu como comerciante vejo que a luta é diária e que a questão comercial merece atenção, projetos e incentivos para que se fortaleça em Candiota.  

segunda-feira, 18 de março de 2013

Encontro regional de veículos será atração no aniversário de Candiota



2º Encontro de motos e carros baixos, com som, preparados e antigos é uma promoção da Prefeitura e está sendo organizado pela Spencer Sports

                A Praça Dario Lassance em Candiota ficará lotada mais vez com veículos de toda a região no 2º Encontro de Motos e Carros Baixos, Preparados e com Som e Exposição de Veículos Antigos. O evento é uma realização da Prefeitura do município e integra as comemorações dos 21 anos de aniversário da cidade, sendo que acontecerá a partir das 14h do próximo domingo, 24.
A organização é da Spencer Sports, sendo que em 2012 foi pioneira na realização de encontros desse gênero em toda a região Sul do Estado. O evento ocorreu também no aniversário da cidade e contou com mais de 120 veículos. Este ano a expectativa é bem maior, visto que após a realização deste evento novos grupos se organizaram e realizaram também encontros em cidades vizinhas.
Conforme o secretário de Cultura e Esportes, Gil Deison Pereira, é uma oportunidade de confraternização regional, onde os apreciadores de carros modificados podem reunir-se além de ser uma atração a parte nas comemorações do aniversário. O evento iniciará às 14h e a inscrição é um quilo de alimento não-perecível ou um agasalho que será destinado às famílias necessitadas. Paralelamente também acontece o 2º Amálgama Musical com a participação de bandas de pop rock de toda a região.
De acordo com o proprietário da Spencer Sports, Alex Spencer o sucesso da edição de 2012 motiva a repetição do evento. “Ano passado todos participantes já clamavam pela edição de 2013 e em poucos dias de divulgação, já temos interessados de toda a região Sul. Exposições e encontros desse gênero vêem crescendo, mostrando que carro e moto também são paixão nacional”,  considera ele, ao convidar a todos que tem veículos modificados participem do evento que já tem todo o indicativo de êxito.
Já estão confirmados os estandes da TTerrasul, Simon Pneus e ASM Motos de Bagé. São apoiadores do evento Start Envelopamento, Impacto Alto Falantes, Arrancada Pelotas, Fuell Tech, Carros Baixos Bagé, Baixos Candiota e MDS Suspensões.
Mais informações podem ser adquiridas pelos telefones (53) 3245-5065 na Secretaria de Cultura ou (53) 3245-1095 e 91088709 com Spencer. 

quinta-feira, 14 de março de 2013

Candiota 21 anos – Parte III – Belezas e características naturais



Cachoeirinha - um refúgio natural

O clima e solo de Candiota possuem características que lhe conferem singularidade. Tais características atraíram ainda no século 18, um espanhol chamado João Marimon que já naquela época ocupou grande extensão de terra para o cultivo de uvas que resultaram na elaboração de vinhos premiados pelo mundo. Quase um século depois, outra vinícola de prestigio e renome internacional, a Miolo, aqui em nossa cidade investiu e aqui também pretende expandir os investimentos. As características propícias também resultaram no investimento de ícones como o Galvão Bueno e mais recentemente, o cultivo de oliveiras.
Ainda em Candiota a Isla Sementes há vários anos se instalou por ter mapeado a região como a mais adequada em todo o Estado para o cultivo de sementes olerícolas. Sem falarmos no carvão, nosso Ouro Negro, com reservas para mais de dois séculos que já atraíram investimentos e devem continuar a atrair nos próximos anos. Em fase de implantação, encontram-se as empresas interessadas em nossa argila, considerada também uma das melhores. Enfim, são riquezas do nosso solo que devemos valorizar e comemorar nesses 21 anos de história.
Além das características naturais, Candiota também possui belezas próprias. A flora e fauna nos campos do pampa revelam paisagens belíssimas. Entre uma das belezas de maior destaque está a prainha de Candiota, balneário natural próximo as comportas do Arroio Candiota, que refrescam banhistas da cidade e região no veraneio. Na prainha há locais não só para banho, mas também acampamento e uma belíssima ilha. A Cachoeirinha é outro local lindo, onde as pedras contornam águas rasas ideais para o banho e a correnteza forma uma hidromassagem natural.
As nossas fazendas abrigam cenários estonteantes. São cerros, riachos e árvores belas recheadas de pássaros a cantar.
Todas estas belezas serão muito melhor detalhadas no trabalho da Rastro Selvagem, no documentário Candiota Natural, em breve a disposição para assistirmos.     

segunda-feira, 4 de março de 2013

Candiota 21 anos – Parte II – Candiota tinha...



                                  Foto: Regina Pradella

Era pequena, morava em Bagé, mas lembro do entusiasmo que ficava quando minha mãe convidava para irmos a Candiota, mais precisamente para Vila Operária – ou até hoje Terminal CEEE. A cidade era diferente, pois até mesmo o ônibus precisava se identificar para a guarita que ficava logo ali na entrada poder abrir a cancela e podermos entra. Era assim também com os veículos particulares, pois ali era um condomínio.
Caminhava pelas ruas tão bonitas, pátios com gramas bem aparadas e jardins floridos e ficava querendo entender o porquê não havia muros e o porquê a casa da minha madrinha era “igual” a dos vizinhos. Eu não entendi que aquele bairro havia sido construído para engenheiros e trabalhadores da CEEE há alguns anos e obedeciam a um padrão.
Mas a maior alegria era o Chico! Para quem lembra o macaco Chico não precisa explicação, mas para quem não sabe, havia sim um macaquinho em uma jaula bem no meio da praça da Vila, onde todos os alimentavam com bananas e ficam encantados com suas macaquices. Dócil, o Chico fez parte da infância de muita gente, talvez se estivesse lá hoje, seria até mesmo maltratado por vândalos.
Rememorei o cenário para elencar algumas outras atrações que o nosso município tinha bem mesmo antes de ser emancipado. Claro que os benefícios da emancipação são incontestáveis, entretanto, há lembranças que fazem feliz tantos moradores e ex-moradores, assim como se quer moradores novos conhecem parte da história e por isso, vale a pena recontar.
A Vila Operária não tinha só o Chico como atração de um condomínio de primeira, tinha um forte Centro Comercial, com um supermercado forte; uma padaria que vendia aquele pão d’água que mal cabia no saco de papel e a bicicleta era enrolada naquele papel cor-de-rosa amarrada com barbante branco. Havia uma loja de brinquedos que enchiam o coração e os olhos das crianças, uma papelaria, uma lavanderia (isso mesmo, na década de 80 uma lavanderia e 30 anos depois não temos uma ainda em Candiota).
Um Centro Comercial quase do mesmo porte tinha na Vila Residencial, ainda com banco. As demais localidades estavam se formando, criando vida, driblando e sonhando com as redes de energia elétrica, água potável e esgoto. Telefones? Eram por ramal, com CRT na Residencial.
Mas, Candiota tinha...nos festejos gauchesco uma diversão para toda família. As praças lotavam para assistir a apresentação dos grupos e das invernadas. Os CTGs eram as segundas casas e as atividades campeiras como rodeios e gineteadas também eram as atrações do final de semana. Tínhamos famílias muito mais engajadas no Movimento Tradicionalista, ainda temos, mas não com a mesma intensidade.
Candiota tinha...desfiles cívicos e carnavalescos com toda pompa e glamour que merecem. Tinha os bailes no Latão para adultos, jovens e também os infantis. Carnavais, festas juninas, bingos.
Candiota tinha...as partidas de futebol que eram “o evento” do mês. Os campos ficavam lotados e ali iam famílias, namorados e solteiros para paquerarem. Candiota tinha...uma comunidade em construção que queria construir uma cidade sólida. Tem muitos outros “tinha” que meus amigos com certeza os amigos leitores vão lembrar. Mas o que tínhamos de mais forte era uma expectativa do futuro e uma cultura do preservar que se perdeu.

sábado, 2 de março de 2013

Candiota 21 anos – Parte I - Engenheiro Guimarães


                                                    Foto: Marlon Teixeira
Localidade desde 2008 foi desabitada e conta com um galpão de armazenagem da ALL


Neste mês de março nossa Candiota completa 21 anos e muito há de se comemorar. Com a emancipação veio o desenvolvimento, a liberdade política, a capacidade e a autossuficiência administrativa. Candiotenses de coração ou de raiz, podem através dos seus impostos e atividades de cidadania, colaborar com todo esse crescimento e temos a expectativa de muitas novidades no setor de indústria, especialmente.

Por outro lado, temos de convir que ficou muita saudade do que tínhamos na época da “mãe CEEE”. Do Centro Comercial das Vilas Operária e Residencial, dos eventos dos CTGs que eram bem mais glamurosos, entre outros benefícios.

Mas neste primeiro artigo - de alguns outros que ainda pretendo escrever em comemoração ao aniversário – quero lembrar com carinho e que os meus conterrâneos me auxiliem, a falarmos sobre a Estação Férrea Engenheiro Guimarães. Para quem não sabe, era localizada alguns quilômetros da São Simão em direção a BR 293 sentido Bagé-Pinheiro Machado, sendo uma das paradas de trem da extinta Rede Ferroviária. Lá além da Estação havia um pequeno vilarejo com mais de 20 casas onde as famílias se acalantaram, trabalhavam na rede, os filhos estudavam nos bairros próximos, as mães cuidavam dos seus lares. As casinhas de madeira, simples, mas, confortáveis, tinham pomares e ali muitos cultivavam suas frutas e suas hortas, além dos animais.  

Mais do que visinhos, os moradores dali eram amigos, pois tinham uns aos outros para contar. Nem todos tinham carro, a comunicação era difícil, assim como o acesso. Visitei o local na minha infância algumas vezes porque lá eu tinha amigos que me são caros até hoje. Todo mundo vivia feliz até que a rede foi privatizada.

Os funcionários dali, pais de famílias, assim como de outras estações foram então remanejados para a atual ALL – América Latina Logística. Porém, algum curto período depois eles foram demitidos. Então começou uma série de questionamentos: Tudo ficou por isso mesmo? De que forma foi garantido o tempo de serviço prestado? Que Lei ou instituição os amparou? Perguntas que estão sem respostas há quase 20 anos e que ninguém responde. Muitos desses ex-empregados procuram seus direitos e a resposta para suas perguntas, mas muitos dos advogados sem nenhuma explicação razoável, não abraçaram a causa. Então, o tempo de trabalho foi jogado fora? A expectativa que tinham de uma aposentadoria segura ficou por isso mesmo...o tempo que se dedicaram àquele serviço foi em vão? A maioria deles, tirou de letra, buscou novos trabalhos, mas uma parte, também ficou desamparada não só economicamente. Sei de pais de família e de famílias inteira que até hoje não conseguiram sequer conquistar sua casa própria. Gente que caiu em depressão e até hoje “sobrevive”.

Penso que temos que comemorar sim as vitórias dos nossos 21 anos, mas não esquecer de situações como essa que entristecem nosso passado.    

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013


Igualdade social?

São politicamente corretos os discursos de igualdade social. Vamos respeitar as mulheres, os índios e os negros. Vamos protestar contra a homofobia, vamos viver em um mundo onde todos os gêneros, culturas e raças tenham o mesmo direito. Concordo, temos todos que ter sim o mesmo direito, mas não estou mais aceitando essa aferição da sociologia em separar as pessoas por grupos quando na verdade fazem parte da mais bonita, complexa, completa e harmoniosa criação: a raça humana. Somos todos integrantes dessa criação divina e criados para ter cotas sim! Mas cotas de felicidade, cotas de amor, cotas de alegrias.

Não precisamos entrar em universidades e concursos pela cor da nossa pele, olhos ou cabelo, ou algum estudo sugere que negros são menos pensantes que brancos? Para mim isso é mais uma forma discriminatória, pois a inteligência no meu humilde ponto de vista não é uma questão racial e sim, de oportunidade. Mais que oportunidade, o ensino no Brasil hoje oportuniza formação superior a quem estiver disposto a estudar realmente e isso independe até mesmo, da questão financeira. Respeito o sistema de cotas, seus defensores, creio que há sim benefícios, porém, mais que discutir essas questões, o ser humano precisa ser visto com um ser único, ter seus direitos respeitados e não designados por compor um determinado grupo.

Apaixonemo-nos pelo ser humano, pela vida com diz um dos meus autores preferidos Augusto Cury. Tenhamos a compreensão de perceber que não existe diferença entre o coração de um homossexual e de um machista. A pele negra e a do alemão têm suas sensibilidades específicas. Os olhos dos orientais brilham tanto quanto dos índios e nós somos todos irmãos, pois somos todos filhos de um Pai Celestial, que nós quer ver exercendo o amor, a fraternidade, a caridade. Então, mudemos de IGUALDADE SOCIAL/RACIAL para IGUALDADE HUMANA.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Aos meus desafetos

Aos meus desafetos eu já desperdicei tempo demais! Assim estou desperdiçando mais alguns minutos neste texto, mas agora de forma definitiva e com uma paz de espírito incomum.

Desgostar e ter diferenças com o próximo é tão ou mais comum do que podemos imaginar. Mas o que muda de um ser humano para outra é a forma com que os sentimentos germinam em nossos corações e que diferenças fazem em nossas vidas. Há algum tempo, confesso, já cultivei a mágoa e a raiva. Fui tomada por total repulsa a pessoas que me fizeram mal, mas mesmo neste estado de indignação nunca desejei mal, apenas justiça.

Mas o tempo faz com que olhemos as mágoas com outros olhos. Tive a bênção de compreender que a tal Justiça Divina que sempre defendi funciona sim, mas não só para mim, mas para todos que a clamam. Compreendi que o Deus que eu rezo é o mesmo Deus que olha por meus desafetos e que a forma com que ele vai conduzir as coisas nem sempre será como eu gostaria. Entendi que quem pensa que Deus é uma propriedade particular é um pobre prepotente que tem muito ainda o que aprender sobre a espiritualidade.

Hoje em dia analiso com piedade as ofensas e mágoas que me foram feitas. Sei que algumas foram intencionais e outras com ingenuidade. Depois de algumas lágrimas que derramei por motivos mil e razão dessas pessoas, hoje penso nelas com total indiferença, não no sentido pejorativo da palavra, mas querendo dizer que para mim são apenas pessoas que tive a infelicidade de conhecer um dia, pelos constrangimentos que houve, mas que também tive a felicidade de conhecer, pois proporcionaram que eu passasse por provações e saísse de cada uma delas com ainda mais confiança, fé, autoestima renovada e muito mais forte. Por isso, agradeço aos meus desafetos.

Também confesso que ainda não alcancei o desprendimento de amá-los e por eles orar. Ainda tenho piedade, pois vejo o quanto são pessoas vazias, tristes, solitárias e sem amigos. Com relações frágeis e superficiais, que vivem no universo das aparências, em castelos de areia. Mas Deus – esse Pai que é Nosso – agirá um dia em suas vidas vendo que o que um dia a mim fizeram e a outras pessoas também não valeu a pena, não precisava ter sido dessa forma. O Pai agirá em suas vidas dando-lhe sabedoria, discernimento e que suas ações negativas possam se transformar em aprendizado e reflexão, assim como para mim cada momento tem sido um aprendizado.

Desabafo sem nenhuma segunda intenção, até porque meus desafetos não fazem mais parte da minha vida e são páginas viradas, com certeza nem lerão o que escrevi. Desabafo porque tenho amigos que são anjos, dos quais me sinto orgulhosa de compartilhar este texto que elaboro com tanta compaixão. Aproveitando para agradecer a estes meus anjos que contribuíram e contribuem dia após dia para que esse meu processo evolutivo aconteça. Os amo! E quero também fazer essa diferença na vida de vocês, porque o que realmente importa são os afetos e não os desafetos.