sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

É as pessoas mudam...


Ouvimos muito esta frase: é as pessoas mudam. Ouvimos sempre com um
leve tom de ironia, deboche, ou qualquer sentimento não muito positivo, como se
mudar fosse um crime. É...as pessoas mudam realmente algumas para melhor outras
para pior. Umas mudam apenas de ideia, outras mudam o caráter.
Há coisas tão normais na nossa caminhada evolutiva, mas que aos olhos
de parcela da sociedade hipócrita tomam grane dimensões apenas porque não estão
dentro dos paradigmas. As pessoas são julgadas porque trocam de
marido/companheiro/namorado quando estão infelizes; julgadas porque trocam de
emprego; julgadas porque engordam ou emagrecem ou porque cortam ou pintam o
cabelo; julgadas especialmente em cidades pequenas como a nossa, porque
reformam a casa ou compram um carro ou trocam o que tem por um melhor. Quanto
julgamento e nenhum desses “juízes” ajudam a pagar as contas.
Os problemas de cada um só lhes pertencem. Cada família sabe do que
abdica para poder adquirir seus bens materiais e comprar/reformar/construir,
nem sempre quer dizer que se está milionário, cada um paga como pode e às vezes
estas prestações são longas e pesadas para que o vizinho alheio fique
observando, fazendo fofoca e julgando.
É as pessoas mudam! Mudam ao deixar de falar com quem ontem era melhor
amigo; mudam ao ficar íntimas daquelas pessoas que até ontem tinham desprezo.
Mudam os gostos musicais, o modo de olhar a vida e os objetivos de via também.
Mudam a aparência e até mesmo o coração, se enrijecem, se amolecem, passam a
duvidar ou acreditar em Deus, porque o grande barato de viver é estarmos
abertos a mudanças. Pobre de quem não experimenta os extremos dos sentimentos,
de quem não se decepciona de quem não se excita com as coisas simples da vida.
Pobre de quem nunca sofreu por amor, nunca passou fome para ficar magra, nunca
sonhou com um vestido na vitrine que não tinha dinheiro para comprar.
A vida é cheia de altos e baixos e mudanças e a estagnação é um sinal
de que algo precisa acontecer de novo! Se a sua vida esta cheia de mudanças
comemore, se tudo está igual lamente a estabilidade é inimiga do crescimento
espiritual e interior no meu ponto de vista. Permita-se um novo olhar,
permita-se apreciar uma nova música, vestir uma roupa de cor ou modelo
diferente, conhecer novas pessoas. Viva o que a vida tem a oferecer, viva a
diversidade, abandone aquelas molduras rígidas, esqueça a frase “Eu sou assim e
pronto”, ela te revela uma pessoa pobre e ensimesmada.
É as pessoas mudam! Só o que esta difícil de mudar são os julgamentos
não fundamentados, a preocupação com a vida alheia! Se estivermos agindo assim
ou “assado” o que os demais têm que ver??!!
Uma coisa que eu sempre critico muito é quem critica sem embasamento.
Criticar e ter uma visão sobre um assunto é bem diferente de julgar o próximo.
A crítica é uma avaliação e deve ser feita quando conhecemos o assunto. Se não
somos mecânicos, não podemos criticar a forma como um deles está arrumando o
motor do nosso carro, agora se entendemos sobre, temos todo o direito de
palpitar.
Outra ação extremamente baixa dos seres humanos
é julgar e criticar as pessoas por situações que elas não escolheram estar.
Acho normal dizermos que não gostamos do que tal autor escreveu, mas não
gostamos do ponto de vista dele que ele escolheu expor. Mas agora, não gostar
de tal autor porque ele é negro, gordo, aidético ou homossexual é uma
ignorância sem fim. Ninguém escolhe suas características físicas ou adquiridas.
Ninguém sabe o quanto aquele “gordinho” sofre ou o que levou ele a obesidade;
assim estendo aos carecas, aos alcoólicos, aos portadores de alguma necessidade
especial, pois são pessoas que não estão assim por que querem e sim por razões
de força maior e não somos ninguém e nem melhores que eles para ofendê-los em
vão. Por isso, até na ofensa temos que ter critério; Podemos xingar quando
acharmos necessários as pessoas por suas atitudes e ações que comprovem falta
de caráter e jamais pelas suas características de força maior

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012


Um casal experiente
Todos nós conhecemos casais
experientes, que nós dão lições com seus exemplos de amor, harmonia e união. Mas
há um casal especial que todos nós também conhecemos e são exemplos supremos de
como passar pelo mundo e alcançar a felicidade.
Esse casal é velhinho, por muitos
menosprezados, por outros supervalorizados. É um casal que às vezes entra em
conflito como todos os outros, mas depois acaba se entendendo. Uns os veem como
chatos, outros os adoram, mas todos os conhecem.
A senhora é bondosa, mas um pouco
temperamental. Tem dias que ela está com ótimo humor, tudo lhe parece flores e
colorido. No outro, está um pouco mais aflita, com falta de paciência, sorrindo
menos e reclamona. Já o senhor tem na paciência sua maior virtude, é calmo,
estável e para uns até tem um ritmo um pouco lento. Enquanto sua esposa é uma
caixinha de surpresas, pois nunca se sabe o que esperar dela, ele é estável,
olha tudo pela janela com tranquilidade e apenas espera que a esposa se acalme
e tranquilize-se.
Mas assim eles vivem, em alguns
momentos se entendendo perfeitamente em outros brigando por terem pontos de
vista diferentes, mas sempre com harmonia, pois um depende do outro para
existir.
A senhora tem muitas lições, nos
fala sobre a importância de amar o próximo, de sorrir um dia após o outro mesmo
na diversidade, de respeitar as diferenças e principalmente de deixar que Deus
conduza nossos caminhos.
O senhor nos mostra que a
paciência é fundamental e que tudo acontece na hora em que deve acontecer, sem
ser um minuto a mais e nem a menos.
Por isso, vamos respeitar e ouvir
com amor e carinho esse casal experiente que conhecemos, na certeza que os
conselhos deles são eternos.
O nome dela é a vida!
O nome dele é o tempo!
Autoria: Nadiane Momo