segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Em quem podemos confiar?

Ajudem-me, por favor, a responder esta pergunta. Não quero ser uma pessoa descrente do mundo, da justiça, das pessoas. Cada vez mais está difícil saber em quem confiar, mas este desabafo é para duas forças do nosso país: a Justiça e a Política.
A Justiça deveria realmente nesse Brasil fazer justiça, pelo que entendemos o significado da palavra. Punir quem comete crimes, independente do cargo que ocupam, função social ou poder aquisitivo. Mas no seio do Poder Judiciário brasileiro há muita corrupção, há muitas relações de poder que fazem a impunidade ser cada vez mais comum. Não vamos longe, não quero fazer acusações sem provas, mas sei de muitos casos de abuso de poder das próprias polícias da região. Lembrando é claro que são críticas a alguns elementos e não de forma geral, mas que infelizmente acabam atingindo toda a instituição. Exemplificando, quantos rachas são feitos, principalmente em Pinheiro Machado e tudo fica por isso mesmo. Quanto contrabando passa por Acegua/Aceguá. Quantos traficantes com local marcado de vendas de drogas. Quantos figurões de enriquecimento rápido e ilícito, mas que “não se pode mexer”. Bom...aí temos muito pano para manga. A coisa é delicada, requer sim provas para nomes, mas como já disse, são fatos de senso comum que são falados na sociedade, mas ninguém quer se envolver com a “lei”. Então, em quem podemos confiar?
Entrando já no segundo ponto, a Política, temos que lembrar que os mais altos cargos do Judiciário são na maioria, indicações Políticas. Então entra e sai gestão, e nós aqui, meros eleitores estamos sempre com fé que a coisa melhore. E estamos prestes a mais uma eleição, claro que se um candidato A ganhar alguma coisa em um segmento vai melhorar e noutro piorar, assim como se eleger-se um candidato B e vice-versa. Eu cada vez mais tenho uma opinião de que não adianta ficar de braços cruzados esperando políticas públicas. Eu não vou esperar a água de Candiota melhor, vou pagar R$ 7,00 pelo galão de água mineral enquanto tiver dinheiro para isso. Não vou esperar um policiamento seguro no meu bairro, vou tratar de proteger minha casa e minha família. Mesmo vivendo em coletividade, penso que não dá para ficar esperando as coisas acontecer, o Estado nos proporcionar benefícios e sim, correr atrás da nossa qualidade de vida, afinal, em quem podemos confiar?