quarta-feira, 3 de março de 2010

No que você se transformou?

Todo mundo adora dizer: a vida ensina, a gente aprende com os erros, ou outras frases do gênero, mas agora pergunto, no que realmente você se transformou? Digo transformar querendo dizer tornar, até porque nossa mentalidade evolui, cresce e estamos num constante aprendizado que não pode ficar inerte jamais. Li em o Vendedor de Sonhos (Augusto Cury) um questionamento que proponho agora, pense nos cinco episódios mais tristes da sua vida. Analise-os. Reviva-os. Afinal, o que aprendeu com eles?
Se a vida realmente ensina, temos que ser maduro o bastante para extrairmos os benefícios dos tombos. De nada adianta sofrer se não ficamos mais fortes com isso. Como é bom olhar para a nossa história e ver que estamos em um degrau acima, seja financeiro, profissional ou de termos mais paciência, compreensão. Por outro lado, como é triste, vermos pessoas que estão ali existindo e não buscam melhorar, não lêem, e digo ler, porque a leitura é uma ferramenta indispensável no mundo atual, é o mínimo que se espera de um ser moderno do século 20. Mas claro que não ler não significa ignorância, mas é preciso então buscar outras formas de “estar por dentro”, olhar noticiários de TV, conversar com gente que sabe o que dizer. Enfim, hoje em dia quem detém o conhecimento detém também o poder. Não posso acreditar que uma pessoa se sinta bem em uma roda intelectual onde não tem nada a acrescentar...mas querendo aprender, já é um bom começo.
Os intelectuais, as pessoas bem informadas, posso até afirmar, são as que mais sofrem. Agonizam pela exigência de ter um cérebro trabalhando 28 horas por dia. Extrapolam os limites do pensamento crítico, enquanto, algumas outras quase que “alienadas”, vivem ali, no mundinho alheio ao que faz a diferença, despreocupadas. Quem quer ser inteligente e bem informado paga um preço alto. O preço do compromisso em ter o que dizer, da angustia de não se conformar em saber menos do que se deve.
A vida nos ensina que temos escolhas. Passar pelo mundo para aplaudir ou ser aplaudido é uma delas. No que você se transformou? Em público ou em plateia?