sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Um pouco de futilidade


Bom...ser inteligente, intelectual, conversar sobre diversos assuntos e escrever sobre eles é fundamental para quem quer se manter no mercado de trabalho e competitivo, mas convenhamos, para nós mulheres, um pouquinho de futilidade não faz mal, ainda mais, se for para ficarmos mais bonitas.

Bonitas...beleza...
O conceito é aquele mesmo de sempre, magra, alta, loira, enfim...aquele padrão que o mundo fashion determina, mas eu penso que a mulher é muito mais que isso.
Uma mulher bonita não precisa necessariamente ser magra (e não estou dizendo isso por não ser), mas é um conjunto de unhas e sobrancelha bem-feitas, cabelos saudáveis e bonitos, um bom perfume ou óleo e acima de tudo um visual compatível, seja ele com a idade, tamanho, ambiente de trabalho e possibilidades financeiras. Enfim, acho que isso resume tudo!
De um tempo pra cá comecei a ficar mais exigente nestes quesitos, claro que para um visual impecável é preciso de grana, mas é preciso termos bom senso sempre.
Sou apaixonada por novidades, sejam as tecnológicas (como lançamento do Blue-ray ou windows seven) como as da moda. Adoro assistir o Esquadrão da Moda e demais programas que nos dão dicas maravilhosassssssssss. Quando escolho uma roupa na loja, me lembro logo da Isabela Fiorenttino e tentando imaginar se ela diria "Nossa que horrível!" ou "Essa sim é a roupa certa pra você"!.
Então daqui para frente vou postar algumas coisas sobre estas benditas "futilidades" começando hoje a falar de esmaltes, pois amo cuidar das minhas unhas e acho que é fundamental que nós mulheres as mantenhamos impecáveis.

Qual a tua opinião se ver a tua amiga com um esmalte laranja, verde ou azul, sendo qualquer um deles ainda por cima neon? Vais achar brega não é mesmo? Errado, por fora tu estás da moda, estas cores vão bombar na primavera e verão e vem com tudo, estando nas mãos das maiores estrelas de TV.
Para quem tiver este medo de ousar, vale os vermelhos-alaranjados, tais como o Verão 40 Graus (Colorama), que já comprei e adorei, ou o Tomate (Impala) além do Inveja Boa (Risqué) estes tons são os da moda, bem cítricos e abertos.
Lembras daquela campanha da Arezzo que a Juliana Paes e a Cléo Pires fizeram. Achas que eram só por causa das sandálias, que nada!!!! Preste atenção nas unhas, são a nova coleção de esmalte (nestes tons cítricos) que a Arezzo lançará e chega nas farmácias em novembro...claro que aqui em Candiota deverá chegar em fevereiro de 2009 (se chegar), mas já era uma mostra do que vinha por ai.
Bom...vou ficando por aqui e vale lembrar mais uma vez a dica: tenha sempre uma acetona e um algodãozinho na bolsa, afinal aquelas unhas pela metade detonam qualquer visual além de serem vulgares demais.

Na próxima, vou falar um pouco sobre diferenças de perfume e colônia!!!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Patrão ou empregado? O que você quer ser?



Não é necessária nenhuma pesquisa para afirmar que o sonho de grande parte dos brasileiros é ser patrão. A apologia ao negócio próprio, não está apenas entre as classes menos favorecida, é uma ambição que passa pelas mais variadas classes sociais, que idealizam a condição como sublime e extremamente favorável às possibilidades de crescimento financeiro. Mas será que esse sonho diante do vigente mercado competitivo é realmente compensador?
Ao analisarmos a situação do empregado e empregador, podemos enumerar uma série de prós e contras. Vamos começar com alguns conceitos radicais e a partir daí, tentarmos fazer a escolha certa para o nosso futuro profissional.
Desde os primórdios o ser humano tem a sua subsistência baseada na satisfação das suas necessidades. O trabalho vem a atender grande parte dos seus anseios, afinal é com a remuneração periódica que o trabalhador – ou empregado – bem como o empregador, tem em mãos o dinheiro para satisfazer as necessidades básicas que são viver, comer, vestir-se e também as secundárias ou supérfluas, que é adquirir um determinado status na sociedade, ter um papel social, e conquistar formas que ostente luxos e vaidades.
Em ambas as condições (empregado ou empregador) o trabalho, portanto, é inevitável, salvo àqueles casos onde o dinheiro é abundante ou por riqueza adquirida, herança, jogos de azar, entre outras possibilidades. Mesmo assim, há quem com todo o dinheiro necessário, não consiga ficar sem trabalhar, sendo esta a forma de satisfazer a auto-estima.
A maior vantagem do empregado é que ele tem a justiça brasileira ao seu lado, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) aponta o favorecimento quase que consensual do empregado – ou colaborador – sendo uma aliada em qualquer pendência judicial.
Outras vantagens norteiam a condição. O empregado tem a certeza do salário no final do mês (ou quinzena, semana, etc); tem a possibilidade de repouso remunerado, folga, férias; além do salário conta com remuneração e benefícios como vale-transporte, vale-alimentação, 13° salário, seguro desemprego, rescisão contratual, auxílio doença através de planos de saúde e também uma vantagem bastante considerável, dependendo do emprego, consegue desligar do cotidiano profissional, cumprindo os demais papéis na sociedade, sendo pai ou mãe, filho (a), amigo (a), namorado (a), esposo (a), entre outros papéis que o possibilitam lazer, diversão, entretenimento, alegria.
A busca por qualidade de vida, mesmo entre os empregados que e tese tem menos preocupação com a gestão, é constante. Executivos de grande porte e aqueles que ocupam cargos de menor hierarquia dentro de uma instituição estão buscando tempo, que hoje vale dinheiro, tentando driblar o desafio de conciliar a vida pessoal com competitiva carreira e sucesso profissional.
Mas, ser empregado tem uma tendência opressiva também. Ele tem menos preocupação com a organização e mais tempo livre, entretanto é suscetível ao assédio moral, a subordinação, a burocracia, jornada exata de trabalho e hierarquia. A competitividade e instabilidade a qual se submete de uma certa forma, também são critérios a contar.
Uma outra questão bastante delicada para o colaborador, é enfrentar a ditadura de administradores que são na verdade chefes e não líderes. A empáfia da chefia está sendo substituída pelo espírito de equipe do líder, que compreende seu colaborador como um ser humano, cheio de necessidades pessoais, desta forma favorecendo o seu CHA (Competências – Habilidades – Atitudes) e o encaminhando para que exerça uma função que venha ao encontro das necessidades organizacionais. Tanto é atual esta afirmativa que no mês de maio, o presidente do banco ITAÚ (segundo maior banco privado nacional), Roberto Setubal enviou um memorando a todos os colaboradores onde citou as “Novas práticas de recursos humanos no mercado”. O banqueiro recomendou que todos passem a se ver como iguais, sejam chefes ou subalternos. A nova postura determina que aposentem o tratamento “doutor” e utilizem “camarada”. Exemplos como este cada vez são mais comuns em empresas que realmente crescem e tem por coordenação líderes com o perfil que hoje o mercado exige.
Vamos então agora entrar no estereotipo do empregador. Tanto ele líder como chefe, carrega consigo uma série de prós e contras também. A favor do patrão está a força de trabalho e o poder de mando. Chega e sai na empresa independente do expediente, tem uma flexibilidade de dia e horários, seleciona seus colaboradores, fica com o lucro e a visibilidade dos méritos, mas, também das derrotas. O “patrão” forma mais corriqueira de denominar aquele que manda no negócio, empresa ou empreendimento, ao contrário do empregado – ou funcionário, tem a preocupação constante com o que comanda, precisa se abdicar muitas vezes de férias, porque está no comando e organização da situação; carrega uma pesada carga tributária, enfrentando juros e taxas que crescem vertiginosamente no Brasil; correm muito mais riscos, se levam a falência uma empresa, as chances de reposição no mercado são limitadas e um dos pontos mais desfavoráveis, tem a Lei contra eles. É raro um caso onde patrão ganha uma causa, afinal, conforme já citado, a CLT protege o colaborador.
Refletindo sobre as vantagens e desvantagens, pode-se chegar a conclusão de que o empregado é um acomodado e o empregador um excêntrico e ousado profissional?. Essa comparação pode ser ou não ser verdadeira, isso depende de cada um. Tanto pode ser assim, um funcionário arcaico que não abre mão da máquina de escrever dentro de uma empresa com um líder inovador e empreendedor, como podemos encontrar um colaborador visionário em uma espaço onde o “chefe” é conservador e tradicional.
Fica de todos estes apontamentos, a certeza de que o que mais vale é o esforço individual. Temos que ser o melhor e não apenas quem faz tudo “certinho”. Temos que ser constantes em nosso aprimoramento sejamos nós chefes ou subalternos. Precisamos estar a frente, atentos ao que o mercado quer e em qualquer das condições, uma palavra na atualidade vale muito mais que cursos caros e uma infinidade de qualificações, ela é: CRIATIVIDADE. Use, abuse dela, seja criativo para resolver os problemas, para criar projetos e se manter em alta, sendo insubstituível sim!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Desbafo radical

Posso até ser careta, radical ou chata, mas tenho uma opinião formada: prefiro não me relacionar com usuários de drogas. Sei que não é regra, e muitos do que usam precisam de ajuda, mas para mim, o caminho das drogas é igual para todos, começa com o vício e termina com a morte.
É só nos olharmos a história de grandes artistas ou até de conhecidos nossos, algum deles, teve um final feliz usando drogas? Salvo um ou outro que se recuperou da dependência "ou encontrou Jesus", a consequência é a mesma, a vida acaba logo quando acaba o dinheiro para manter o vício, ou quando um traficante vem cobrar e não recebe e em troca atraca uma facada ou dispara um tiro no devedor.
Na nossa região as drogas vêm ganhado espaço cada vez mais. Em Pinheiro, Hulha e Candiota têm os pontos certos e a facilidade para adquirir é incrível. Ainda sou jovem para falar em experiência, mas creio empiricamente que o uso das drogas está muito ligado a oportunidade, a companhia. Claro que só porque se anda com um drogado não quer dizer que se use, mas convenhamos que o caminho é mais acessível para experimentar nestas condições do que ao lado de moças e rapazes de família. Para mim, quem usa drogas tem fraqueza. Não só espiritual, mas também de caráter, se acha um nada, não confia em si e não tem perspectiva de vida, por isso vai na maconha, crack ou cocaína. Não teve uma família, amigo ou amor de verdade para ajudar a levantar nas horas de fracasso. São pessoas fracas, que não são capazes de levantar a cabeça e seguir em frente diante dos problemas. Tolos, que se escondem atrás da chapação porque são covardes!
O desabafo é sim radical, pode ser que um dia mude de opinião, mas por enquanto é isso que penso. Há também quem sabe, até mesmo um usuário que leia este artigo e me ache idiota, mas o desafio a me dar uma razão para usar drogas que não seja: covardia em enfrentar os problemas, falta de personalidade e autoestima, vontade de estar na "moda", o que quer dizer que ele não acredita em si próprio para entrar num grupo por suas características intelectuais e até mesmo física, integrando-se aos amigos, ou vontade de impressionar ou chamar atenção.
Aos usuários eu digo: aproveitem a vida que lhes resta, porque a morte vai chegar (claro que para todos) mas para vocês muito mais rápido, porque a droga corrói o corpo e mente de que usa, leva a ações violentas, roubos, furtos e uma série de crimes, porque "maluco beleza" é apenas uma letra de música bem longe da realidade!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Candiota está crescendo?

Não é preciso andar muito para percebemos que Candiota está crescendo. É só andarmos no transporte coletivo saindo da Vila Operária em direção a Residencial. Da janela mesmo podemos enxergar as casas sendo reformadas ou ampliadas e não é uma ou outra, os terrenos até ontem baldios, dando espaço a construções a que tudo indica que serão futuros comércios. É uma lojinha abrindo aqui e outra ali. Um açougue uma lancheria que aparece.
Só na sede do município um passeio rápido nos mostra essa realidade. Na esquina da Avenida 24 de Março, está sendo construído um prédio, na Rua Francisco Assis do Pinho em frente do supermercado outro já está até pintado. Na lateral da Prefeitura, é um outro pequeno prédio quase pronto. São investimentos pequenos, de moradores, de comerciantes, do poder Executivo e também dos investimentos privados, tais como do Citic através da FASE C.
Muitos podem dizer que o discurso de crescimento está só na teoria. Mas esses tijolos nos confirmam que não. Têm gente acreditando em Candiota, e gente grande como a Cosulati, ou como os moradores da Vila Operária, João Emílio e Seival, que estão fincando raízes investindo em seus imóveis. O desenvolvimento está aqui, temos tudo para crescer resta o desejo de tudo continuar no trilho certo. Sair daqui agora é andar pela contramão, mas infelizmente para um grupo de pessoas esta é a única alternativa, já que existe uma ditadura política subliminar pairando pelos ares.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009


De vez em quando, só para variar, vou postar uma receita por aqui. Afinal, adoro cozinhar e cozinha é mesmo uma arte. Vou começar pela famosa Marta Rocha, que é uma receita que tenho a partir de várias outras, fiz, deu certo e quem comeu aprovou. Bom proveito!!!

Marta Rocha (By Nady)
Ingredientes:
Massa:
6 ovos
3 xícaras de farinha de trigo
2 xícaras de açúcar
200 ml de água
100 ml de óleo
1 colher de royal
Recheios:
6 ovos
½ xícara de chocolate em pó
3 xícaras de açucar
1 vidro de leite de coco
1 colher de manteiga
Essência de baunilha
Coco Ralado
Maisena
Gotas de limão
200 gr de nozes ou castanha do pará picadas
1 lata de pêssegos em calda
1 lata de guaraná
1 pote de nata


Modo de preparo:
- Massa:
Bata as claras em neve bem firmes, acrescente as gemas sem parar de bater e em seguida, adicione o açúcar, até ficar bem fofo. Ferva juntos a água e o óleo. Despeje a água e óleo ferventes no creme acima, misture e desligue a batedeira. Despeje tudo numa vasilha grande e acrescente a farinha de trigo aos poucos, mexendo sempre e por último o royal. Divida a massa ao meio e despeje em duas formas de 25 cm cada. Na metade de uma delas coloque ½ xícara de chocolate em pó.
- Disco de merengue:
Meça as seis claras em uma xícara e coloque o triplo de açucar, ou seja, mais ou menos as três xícaras. Leve ao fogo para esquentar, mexendo sempre. Acrescentar uma pitada de sal e raspas de um limão médio. Bata na batedeira até picos duros. Cubra o fundo de uma forma de 25 cm com papel manteiga. Espalhe o merengue. Asse em forno fraco – 100°, com a porta entreaberta, por mais de uma hora. Reserve.
- Baba de moça:
Misture o vidro de leite de coco, a colher de café de manteiga as seis gemas, as 10 colheres de sopa de açúcar, 1 colher de sopa de maisena e as gotas de baunilha e bata tudo no liquidificador. Leve a fogo mexendo sempre até engrossar. Acrescente duas colheres de coco ralado e deixe esfriar.
- Crocante:
Leve ao fogo ½ xícara de açúcar e as gotas de limão (ou vinagre) e um quarto de xícara de água. Deixe ferver sem mexer. Quando caramelizar (a cor deve ser de caramelo escuro), retire do fogo e misture as nozes picadas. Despeje numa pedra tipo mármore untada com margarina. Depois de frio corte em pedaços e passe no liquidificador no modo pulsar até que vire um pó grosso. Reserve.
- Chantily:
Bata na batedeira a nata com algumas colheres de açucar por alguns minutos até dar o ponto de chantily. Obs: A nata deve estar bem gelada.
- Montagem:
Corte os bolos (branco e preto) ao meio ficando assim quatro partes. Molhe com a calda do pêssego misturada a guaraná e se tiveres em casa, acrescente gotas de um conhaque ou rum.
1° bolo branco
2° baba de moça
3° disco de merengue
4° Pêssego picadinho
5° bolo preto
6° crocante misturado ao chantily
7° baba de moça
8° bolo branco
9° Cubra com o restante de chantily e o crocante ao lado. Se quiser decore com cerejas ou nozes picadas.

Gaúcho de Bagé, Tchê!

Lenços, botas, bombacha, chapéu e muito chote e vaneira nos CTGs. Este cenário e boa parte do Rio Grande do Sul é composto apenas na Semana Farroupilha, mas em Bagé e região, a temática indumentária gaúcha é presente durante todo o ano e claro, mas assídua nesta semana a qual se faz alusão a Proclamação da República Riograndense, comemorada no 20 de setembro.
A expressão “Gaúcho de Bagé”, carrega um latus significado. O termo Bagé refere-se não tão somente a Rainha da Fronteira, mas, a uma região fronteiriça a qual as cidades como Hulha, Aceguá, Pinheiro e até mesmo Piratini, cidades estas, que conservam com veemência o tradicionalismo com um povo que se orgulha de ser gaúcho.
Não quero entrar aqui no mérito da história do Rio Grande do Sul e nem contá-la, primeiro porque tem gente com muito mais sabedoria que eu para tal e segundo porque não é está a minha proposta com este artigo.
Aproveito que estamos na Semana Farroupilha para fazer uma análise de tom sociológico e também empírico, sobre o que é, ou melhor, o que o rótulo “Gaúcho de Bagé” diz, principalmente aos homens. Lembrando que também não sou uma feminista exagerada.
Aqui na nossa digamos, faixa de fronteira, nós mulheres somos acostumadas com esses homens do estilo “gaúchão”. Aquele que cospe no chão, bate o taco da bota com bravura, pega a prenda de jeito, e bate no peito dizendo “eu sou macho”. Claro que em todas as regras há exceções, mas cá pra nós, ser homem é muito mais que isso. Por aqui, quando se vê um homem educado, gentil, que tenha amigas mulheres, infelizmente é rotulado de gay, porque este estilo, que na verdade é o que a maioria das mulheres gostam, contam com preconceito, porque não fazem a linha Gaúcho de Bagé. Na Serra, colonizada principalmente por italianos, os homens se abraçam, expressam carinho, dizem te amo para a família. Hum...será que nesse trecho alguém pensou: “Mas que coisa de veado”! Sinto muito, se assim for, está na hora de rever conceitos, afinal um homem com bravura não se faz só encima da bombacha ou com declarações rudes, mas sabendo tratar bem uma mulher, dando-lhe carinho, respeito e atenção, muitas vezes até chorando não é feito. Afinal, tem muito gaúchão por ai que tem preferências bem diferentes que uma bela prenda!

A política regional online

Quando usamos o termo política, não nos referimos apenas a questão partidária mas também, como diz o dicionário “denomina arte ou ciência da organização, direção e administração de nações ou Estados; aplicação desta arte aos negócios internos da nação (política interna) ou aos negócios externos (política externa)”, entre outras definições.
Por muitos anos nossa região, infelizmente, permaneceu inerte. O pensamento, a opinião e o posicionamento crítico, pertencia a apenas uma minoria elitizada. O desenvolvimento entretanto, trouxe novas “cabeças” e um horizonte, principalmente de jovens se abriu de uma forma interessante e ascendente.
Nossa geração de 20 a 30 e poucos anos está cada vez mais atenta para a realidade e política local. Tanto é que jovens como blogueiro deste espaço, Tiago, protagoniza este digamos, novo fenômeno da Internet que são os blogs escritos com desprendimento, consciência crítica e até mesmo filosofia.
No mesmo patamar está meu amigo Pablo Lima, com o http://teclando7.blogspot.com , o vereador do PTB de Hulha, André Araújo (Bexiga) http://blogdobexiga.blogspot.com , a jornalista lavrense Maria Júlia http://cozinharutz.blogspot.com/, a bageense jornalista Marcela Mello, http://imprensalegal.zip.net/ entre tantos outros que merecem destaque e parabéns e o próprio blog de Hulha http://www.hulhanegra.blogspot.com que mesmo anônimo discute a cidade. É a política regional online e que bom que mais e mais jovens usem mais desta ferramenta que nos dá uma leitura tão argumentada do mundo em que vivemos.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

TV brasileira em guerra

Um artigo antigo, mas vale a pena colocá-lo aqui!!!

A Rede Record e a Rede Globo estão em uma “peleia” linda se ver. Tudo começou na terça-feira a noite quando o Jornal Nacional exibiu uma matéria atípica de 10 minutos falando sobre possíveis fraudes do Bispo Edir Macedo, que é o dono da Record. No dia seguinte, foi o jornal da Record, apresentados por dois ex-âncoras do jornalismo da Globo que disparou uma defesa, deixando muitos brasileiros boquiabertos. A verdade é que a busca por audiência sempre existiu e a guerra, até então era limitada aos bastidores.
A Globo detém de fato o maior núcleo de comunicação do pais e sempre se manteve líder. Assim como os demais canais de TV e imprensa de modo geral, participou de maneira ativa da construção e histórica política do pais. Sem analogismos, a imprensa falada e escrita é parte fundamental da democracia, mas também em muitos casos, manipula e distorce sim, mas, cabe a nós expectadores ter aquele velho e útil senso crítico. É necessário saber “ler a TV”, “refletir o que se lê”.
As verdades precisam ser ditas: as novelas da Globo são as melhores e é quase impossível se disputar, mas...a novela Poder Paralelo na Record, que traz uma leitura fantástica e clara da política, drogas e polícia brasileira se não chegou lá, é uma produção a caminho das globais. Quem ainda não olhou um capítulo, fica a dica, dá logo depois da Caminho das Índias.
Em termos de entretenimento, confesso que procuro entender como alguém pode gostar e dar risada com o Casseta e Planeta, Zorra Total ou a Turma do Didi. Esses programas já estão ultrapassados e de nada aproximam-se com o leitor. Já a Record, com o Show do Tom ou com o Melhor do Brasil (no sábado às 17h) aborda o humor e a diversão de uma forma digamos, inteligente, afinal, nós brasileiros, no que me parece, estamos ficando um pouco mais cultos, ou não? É de se pensar, afinal, as surras da Melissa na Ivone (Caminho das Índias) e de Simone em Judith (Caras & Bocas) o povo adora! Inclusive eu!.
Vale eu dizer que assisto TV para me entreter, divertir. Parece contraditório para uma jornalista dizer isso, mas quando quero me informar busco outros meios, como jornais, livros, revistas e até Internet.
Nessa guerra de audiência fica claro que a Globo está perdendo, ou deixando de ganhar espaços. O faturamento da Record vem aumentando, sinal disso são as recentes contratações milionárias como do Gugu, Milena Seribelli, entre outros atores famosos e ícones do jornalismo como Ana Paula Padrão e Roberto Cabrini.
Quem ganha com isso? Os expectadores, nós! A busca por melhorias na programação para conquistar audiência só tende a melhorar a programação, até porque a própria guerra, já dá audiência. Por fim, vale lembrar que esta é uma análise superficial, há muitas relações de poder em jogo e não sou eu, pelo menos agora que vou dizer, afinal, religião e política, não se discute.